CRM pede cassação de vereador que invadiu UTI do Hospital Municipal de Cuiabá

CRM pede cassação de vereador que invadiu UTI do Hospital Municipal de Cuiabá

Conselho classificou a atitude como “inadmissível” e acusou o Marcrean dos Santos de colocar em risco a vida dos pacientes internados

Conteúdo/ODOC – O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) emitiu uma nota na terça-feira (18) exigindo a cassação do vereador Marcrean Santos (MDB), após ele ter invadido a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). O conselho classificou a atitude como “inadmissível” e acusou o parlamentar de interferir na prática médica, colocando em risco a vida dos pacientes internados.

Segundo o CRM, a ação de Marcrean Santos configura um grave caso de improbidade administrativa e violação da Lei de Abuso de Autoridade. “Demonstra um flagrante abuso de poder e ausência de decoro,” afirmou o conselho. Diante dos fatos, o CRM-MT exige a “imediata apuração rigorosa dos fatos e a cassação do referido vereador”.

O documento também pede que a postura de Santos seja investigada sob a perspectiva do decoro parlamentar, destacando as evidências claras de abuso de autoridade, incompatíveis com seu cargo.

A entidade enfatizou que a invasão do vereador à UTI e sua interferência direta na conduta médica representaram um risco sério e real à vida dos pacientes, que precisam de um ambiente seguro e protegido para tratamento. A ação, segundo o conselho, comprometeu gravemente a qualidade do atendimento médico e a confiança da população nos serviços de saúde pública.

“O CRM-MT solicitará providências urgentes aos órgãos competentes para que sejam tomadas as medidas cabíveis, assegurando que episódios semelhantes não se repitam e que os profissionais de saúde possam exercer suas funções em um ambiente de respeito e segurança,” concluiu a nota.

Em resposta, o vereador Doutor Luiz Fernando (UNIÃO), que também é médico, apresentou um pedido de abertura de comissão processante contra Marcrean Santos. Até o momento, o documento conta com duas assinaturas: a do próprio Luiz Fernando e a do vereador Rogério Varanda (PSDB).

Matheus

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