
Rafael Guanaes treinador do Mirassol
Após a vitória do Mirassol por 2 a 0 sobre o time boliviano Always Ready, nesta quarta-feira (29), no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, conhecido como Maião, em Mirassol, cidade localizada no interior do estado de São Paulo, o treinador do Leão, Rafael Guanaes, destacou como o resultado positivo ajuda a recuperar a confiança do elenco e melhora a situação da equipe na tabela da Libertadores e do Campeonato Brasileiro.
Segundo Rafael, o time vem de um ano de grandes desafios.
“Os jogos são sempre muito difíceis, fazer gols não é fácil. Passamos por uma grande tormenta, um ano muito desafiador. É uma vitória por dois gols, ter um saldo é bom e importante, já que vamos fechar a fase de grupos fora de casa. E, com essa vitória, a confiança volta. Então temos que comemorar”
O técnico ressaltou a importância de virar a página rapidamente devido ao curto intervalo entre os jogos, mas sem deixar de comemorar as conquistas.
“Teve uma vez que a gente ganhou por 3 a 0 do Coritiba. No mesmo dia, após o jogo, eu já refiz a reunião pensando na Copa do Brasil. A gente acabou normalizando uma vitória gigante que tivemos contra o Coritiba. E aí, na quarta-feira, fomos eliminados na Copa do Brasil. Então, eu não posso mais fazer isso. Eu aprendi a valorizar muito.”
Ele também falou sobre o gol de Alesson, que havia ficado de fora de dois jogos.
“Imagina há quanto tempo o Alesson está buscando esse gol, né? Há quanto tempo ele vem jogando e se cobrando muito. Então, obviamente há uma descarga emocional, principalmente como o jogo estava se desenhando ali. E aí, no momento mais difícil, a gente mata o jogo. Então, a importância que cada um tem para cada momento da partida, né? A equipe merece, eles merecem essa comemoração.”
O treinador comentou sobre o momento em que J oão Victor foi expulso da partida. “Na expulsão do João, eu estava diante de uma tomada de decisão ali e, depois que dá certo, obviamente parece que foi a decisão certa, mas a gente nunca sabe, né? A gente toma decisões dentro daquilo em que acredita que pode acontecer, mas o que define o jogo são os protagonistas que estão ali dentro”, afirmou.
Rafael respondeu sobre o momento em que conversou com os jogadores durante a pausa de hidratação. Ele disse: “Vocês estão afundando muito o jogo. O jogo é mais entre linhas”.
“Esses áudios às vezes nos complicam um pouco, né? Compromete um pouco, mas foi uma orientação. A gente estava fazendo muitos passes, eu queria mais sequência de jogo. A ideia era, nesse jogo especificamente, ter mais flutuação, porque em determinados espaços eles geravam desequilíbrios que a gente estava conseguindo explorar. A gente não estava conseguindo terminar as jogadas. Isso aumenta o desgaste e também mexe emocionalmente, porque começamos a ter muitas perdas de bola e muitos erros. É, mas a gente acabou errando um pouco mais que o normal, talvez por ansiedade.”
Ele enfatizou o esforço e a evolução da equipe ao longo da temporada, especialmente após um período sem vitórias.
“A única coisa que a gente sempre consegue fazer é nos esforçar ao máximo. Então não vai ser sempre que a gente vai acertar um passe, que vai conseguir finalizar uma boa jogada, mas é sempre se esforçar o máximo como equipe. Esse é um dos nossos princípios. E esse período que a gente ficou sem vencer jogos, a gente amadureceu e criou uma casca também, um espírito competitivo mais cascudo, que é o que essa temporada pede, que é o que a Libertadores pede.”
O treinador finalizou destacando sua filosofia de trabalho e a importância do comprometimento diário.
“Eu vim lá de baixo, então para mim sempre pediu isso, sempre foi esforço máximo. Quando eu coloco a cabeça no travesseiro, eu quero entender que fiz o meu máximo. Independente de ganhar o jogo ou não, mas que planejei bem, me preparei bem e busquei fazer o meu melhor. E é isso que a gente, como equipe, tenta fazer.”

