
Norris domina e vence Sprint em Miami
A sprint de 19 voltas em Miami fez o que muita corrida principal não tem conseguido: entregou emoção do início ao fim e, de quebra, trouxe sinais importantes sobre o comportamento dos carros com as mudanças do novo regulamento.
Antes mesmo da largada, o fim de semana já tinha sua primeira baixa. Nico Hülkenberg nem chegou a alinhar no grid após um incêndio no carro, comprometendo a Audi do brasileiro Gabriel Bortoleto. Um começo caótico que antecipava o que viria pela frente.
Caos na largada e duelo de gigantes
Quando as luzes se apagaram, o caos se confirmou. Kimi Antonelli largou mal e foi rapidamente engolido pelo pelotão, enquanto Lando Norris aproveitou a oportunidade para se manter na liderança sem grandes ameaças.
Logo nas primeiras voltas, o primeiro grande destaque: Lewis Hamilton e Max Verstappen protagonizando um duelo direto. E aquilo era só o começo.
A corrida se organizou com Norris abrindo vantagem na frente, seguido por Oscar Piastri, enquanto Charles Leclerc tentava se manter próximo. Mais atrás, George Russell encostava em Antonelli, em uma disputa que teve troca de posições e mostrou como o equilíbrio entre as equipes está mais evidente.
Mas o grande espetáculo mesmo ficou por conta de Hamilton e Verstappen. Houve reclamação, devolução de posição e, depois, ultrapassagem definitiva. Um duelo intenso, agressivo e com clima de rivalidade, lembrando os confrontos quentes de 2021.
Menos artificial, mais corrida
E é justamente aí que entra a principal leitura dessa sprint: as ultrapassagens parecem diferentes.
Menos previsíveis, menos “automáticas”. Não é mais aquele cenário de passa-e-repassa imediato. Agora, sustentar a posição ficou mais difícil e, por consequência, mais interessante para quem assiste.
Na frente, a McLaren deixou um recado claro. Norris liderou com controle, abrindo vantagem, enquanto Piastri sustentou bem sua posição. Um desempenho consistente que indica uma possível virada de chave da equipe.
A Red Bull também apareceu mais nas disputas diretas, especialmente nesse embate com Hamilton, algo que não vinha sendo tão comum até então. Já a Mercedes viveu um dia mais complicado: Antonelli ainda perdeu tempo com uma punição de cinco segundos por limites de pista, refletindo um fim de semana menos dominante, mas ainda competitivo.
No fim das contas, a sprint de Miami funcionou quase como um termômetro. Se isso for uma prévia do que vem pela frente, tanto na corrida principal quanto no restante da temporada, dá para dizer que 2026 pode, enfim, começar a engrenar de verdade.

