Meteorologista explica riscos climáticos durante a Copa

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Jogos da Copa do Mundo podem ser pausados por risco de tempestade
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Jogos da Copa do Mundo podem ser pausados por risco de tempestade

Em meio à disputa do Mundial de Clubes da FIFA de 2025, vencido pelo Chelsea, nos Estados Unidos, diversos jogos do torneio tiveram que ser  paralisados por condições climáticas, seguindo uma recomendação do Serviço Nacional de Meteorologia do país norte-americano.

De acordo com a determinação do órgão, quando cai um raio a uma distância inferior a 16 km dos estádios, o confronto precisa ser suspenso. O procedimento é esperar 30 minutos. Se surgir outro raio na região, contam-se outros 30 minutos. Caso contrário, o jogo é retomado.

Diante do cenário, com a iminente chegada da Copa do Mundo, que será sediada nas mesmas terras estadunidenses, ao lado de México e Canadá, durante o período em que foi realizado o Mundial de Clubes, o iG ouviu Guilherme Borges, meteorologista da FieldPRO, a respeito do tema.

Durante a live desta sexta-feira (15), exibida no YouTube, o especialista avaliou as condições climáticas, que podem (e devem) influenciar diretamente na realização dos jogos novamente. Indo além, Guilherme Borges explicou como os embates que acontecerão no México e no Canadá também deverão ser afetados.

“É bastante parecido a configuração climática ali, tanto do Canadá principalmente, mas do México também, na questão de efeitos. A gente viu aquelas paralisações, muito associadas a raios, e isso se disseminou para o Canadá, então, a tendência é que o México também siga isso, porque segue a mesma característica climática. Mas não é só raio. A gente tem essas questões de chuva intensa também, eles seguem protocolos extremamente rígidos”.

Na sequência, quando questionado se há um certo nível de exagero na recomendação do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, que abrange um raio de 16 km, o especialista foi claro e fez questão de destacar que a distância é calculada considerando o tempo hábil para que o público presente no estádio (e nos arredores) consiga se proteger.

Guilherme Borges também ressaltou que o protocolo deverá ser adotado mesmo em ambientes cobertos, isto é, em estádios com tetos retráteis. 

“Provavelmente, porque é um protocolo que faz parte do evento como um todo. Quem tá ao redor ali, geralmente quando a gente tem um evento, a gente tem uma grande quantidade de gente que não fica só assistindo. Às vezes, o pessoal está ali fora do estádio, tem a movimentação em torno… E como o evento todo segue esse protocolo, os jogadores, o entorno do estádio também é informado para sair das áreas abertas e procurar um lugar seguro”.

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