“Ninguém vai fazer o que meu pai fez”, diz filho de Ronaldo

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Em entrevista ao iG, Ronald diz que ninguém será capaz de repetir o que o pai fez pela Seleção Brasileira na Copa
Manu Monzo/iG

Em entrevista ao iG, Ronald diz que ninguém será capaz de repetir o que o pai fez pela Seleção Brasileira na Copa

Filho de Ronaldo Fenômeno, Ronald afirmou que não vê hoje na Seleção Brasileira um camisa 9 capaz de assumir o mesmo protagonismo do pai na Copa do Mundo de 2002. Em entrevista ao iG durante a expectativa pela convocação final, ele disse que o jogador mais próximo desse papel, mesmo sem atuar como centroavante, é Neymar.

Ao comentar a lista de Carlo Ancelotti, Ronald fez questão de tratar sua avaliação como uma opinião de torcedor.  Ainda assim, foi direto ao defender a presença do camisa 10 no Mundial.

Para ele, Neymar continua sendo um nome indispensável para o Brasil em Copa do Mundo. O comentário entra em um dos debates mais fortes da convocação: a presença ou ausência do principal jogador brasileiro da última década na lista final da Seleção.

“Não tem Copa sem Neymar”

Questionado sobre quem poderia carregar o peso da camisa 9, como Ronaldo fez em 2002, Ronald afirmou que não enxerga nenhum jogador atual com esse perfil.

Tomara que eu me engane, tomara que eu esteja errado, mas eu não vejo ninguém pegando o papel que meu pai fez em 2002. Não é porque é meu pai, mas não vejo ninguém hoje fazendo isso disse Ronald

Na sequência, ele apontou Neymar como o nome mais próximo de assumir esse tipo de responsabilidade, ainda que em outra função.

“O mais próximo, não necessariamente camisa 9, mas camisa 10, é o Neymar”, afirmou.

Ronald também reforçou que não fala como especialista. Segundo ele, sua visão parte mais da admiração pelo jogador do que de uma análise técnica.

“Eu não assisto muito futebol, não acompanho, sou extremamente leigo no assunto. Qualquer opinião minha é uma opinião zero técnica. Se quiser técnica, pergunta para a minha mãe, que sabe muito mais”, brincou.

Mesmo assim, ao ser perguntado se Neymar estaria em sua lista final, ele não deixou dúvida.

“Eu sou fã dele, pessoalmente e profissionalmente. Não tem Copa do Mundo na Seleção Brasileira sem o Neymar. Na minha cabeça, não passa isso”, afirmou.

Peso de 2002 ainda serve de comparação

A comparação com Ronaldo em 2002 aparece como um dos símbolos mais fortes da pressão sobre o ataque brasileiro. Na campanha do pentacampeonato, o Fenômeno foi o principal nome ofensivo da Seleção, marcou gols decisivos e terminou o Mundial como artilheiro.

Mais de duas décadas depois, a discussão sobre quem será o protagonista ofensivo do Brasil segue aberta. A Seleção tem novas opções de ataque, mas ainda convive com a pergunta sobre quem será o jogador capaz de decidir jogos grandes em mata-mata.

Para Ronald, a falta de um camisa 9 com esse perfil torna Neymar ainda mais importante. A leitura dele é que, mesmo sem ser centroavante, o camisa 10 segue como o jogador brasileiro com maior peso técnico e simbólico para assumir responsabilidade em uma Copa.

A fala reforça um sentimento presente em parte da torcida: Neymar pode até não viver sua melhor fase física ou competitiva, mas ainda é visto como o nome mais capaz de mudar o destino de uma partida.

Final dos sonhos tem Argentina

Ronald também foi perguntado sobre qual seria a final ideal para o Brasil em uma eventual campanha pelo hexacampeonato. Ele citou França e Argentina, mas escolheu os argentinos como adversários de maior apelo.

Segundo ele, uma decisão contra a França teria peso de revanche pelo histórico recente e pela lembrança de 1998, mas o confronto com a Argentina teria um significado ainda maior pela rivalidade sul-americana.

“França e Brasil daria um belo jogo, mas eu sou mais Brasil e Argentina, contra nossos hermanos. Acho que daria um jogo mais bonito”, afirmou.



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