A Seleção Brasileira que carimbou o passaporte para a Copa do Mundo de 2026 carrega um contraste intrigante na bagagem.
Sob o comando de Carlo Ancelotti, o Brasil terá a maior média de idade de sua história em mundiais — impressionantes 28,7 anos.
No entanto, o que realmente chama a atenção na lista são três exceções que desafiam essa estatística.
Os dois mais jovens do elenco definido pelo italiano são Rayan, do Bournemouth, da Inglaterra, e Endrick, do francês Lyon, ambos com 19 anos.
Junto com Wesley, da Roma, de 22 anos, os garotos formam um trio de atletas que não sabe o que é festejar uma conquista brasileira em Copas.
A garotada escolhida por Ancelotti vive uma época que pode igualar aquele que é o maior jejum do Brasil sem conquistar uma Copa. Caso volte da América do Norte sem o troféu, completará 24 anos sem ganhar o torneio.
Na Copa de 1994, a seleção brasileira atravessava cenário semelhante, com 24 anos sem conquistar um título.
Na ocasião, porém, apenas um jogador convocado não tinha nascido na última Copa em que op país levantou a taça: o atacante Ronaldo, que estreou na seleção com 17 anos.
Embora o lateral Cafu, o meia Leonardo e o zagueiro Márcio Santos tivessem 24 anos, todos nasceram alguns dias ou meses antes da conquista de 1970.
A média de idade da seleção em 1994 foi de 27 anos, sendo o goleiro Gilmar Rinaldi o mais velho, com 35 anos.
*com informações de Luciano Trindade, Natália Santos, Nicholas Pretto e Marina Pinhoni

