Paraguai volta à Copa para decepcionar na estreia: para quê?

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Maurício marcou o primeiro gol do Paraguai no Mundial
Divulgação: Seleção do Paraguai

Maurício marcou o primeiro gol do Paraguai no Mundial


Existe uma antiga piada, de gosto extremamente duvidoso, contada assim:

– Yo soy paraguaio e estoy aqui para te matar!
– Para quê?
Paraguaio!Brincadeiras à parte, é importante a Seleção do Paraguai entender para quê está de volta a uma Copa. Afinal são 16 anos sem disputar uma edição do maior torneio de futebol do planeta. E já é hora de ligar o alerta para não ser eliminada na estreia.No grupo, é provável que os Estados Unidos se classifiquem. Assim, o Paraguai vai brigar com Austrália e Turquia por uma ou duas vagas da chave na próxima fase. E o saldo de gols pode fazer diferença.  Para quem levou de 4 a 1…Nas eliminatórias, nossos vizinhos se classificaram em sexto, com os mesmos 28 pontos que o Brasil. Curiosamente, o ponto forte do time na campanha foi a defesa, que só levou dez gols em 18 jogos. Um número suficiente para fazer inveja a Gamarra, Chilavert, Arce e companhia.

Gustavo Gomez não impediu a goleada contra os EUA
Divulgação: Seleção do Paraguai

Gustavo Gomez não impediu a goleada contra os EUA

Deu ruim para Gustavo Gómez e Junior Alonso

Então, como explicar o baile que os paraguaios levaram dos Estados Unidos? O técnico Gustavo Alfaro deixou dois zagueiros, bem conhecidos no futebol brasileiro, em maus lençóis, bastante expostos.

Obviamente que a “responsa” não é só deles, mas o palmeirense Gustavo Gómez e o atleticano Junior Alonso pareciam correr com um bloco de cimento em cada chuteira. Tentando, em vão, perseguir um Pulisic que brilhou mais do que Pelé no Cosmos.Detalhe é que Alonso vai jogar na Major League Soccer no segundo semestre. Ou seja, deixou uma impressão bem ruim para os torcedores do Atlanta United.

Júnior Alonso, do Atlético, durante goleada contra os EUA
Divulgação: Seleção do Paraguai

Júnior Alonso, do Atlético, durante goleada contra os EUA

O gol do Paraguai foi brasileiro

Por fim, ao menos o Paraguai fez o gol de honra, marcado por um camarada que nasceu em São Paulo. Maurício, meia-atacante do Palmeiras e ex-camisa 10 da Seleção Brasileira sub-20.

Ele mesmo que, um dia, foi trocado por William Potker, em um delírio de Felipão Scolari. Maurício Magalhães Prado naturalizou-se paraguaio. A ascendência é por parte do pai, apesar do sobrenome não lembrar em nada o castelhano. Que venham, então, os próximos jogos e o Paraguai demonstre um futebol legítimo. Para não cair na primeira fase e virar mais uma piada de gosto duvidoso.



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