que goleiro fará a grande defesa da Copa?

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Josimar Dias, o Vozinha
Reprodução/@fifaworldcup_pt

Josimar Dias, o Vozinha

O cronômetro registrava 17 minutos do segundo tempo da prorrogação da final da Copa do Mundo de 2022, quando o atacante francês  Kolo Muani recebeu um lançamento e ficou cara a cara com Dibu Martínez.

Desde 1986, a Argentina não ganhava um Mundial. E, naquele momento, tudo parecia perdido mais uma vez. Porém, a história da competição não reserva grandes honras apenas aos donos de belos dribles e autores de golaços. Há goleiros que se tornam heróis de uma nação.

Dibu esticou a perna esquerda e fez a maior defesa de todas as Copas, pelo menos é o que dizem muitos torcedores. Ele manteve vivo o sonho do tri dos nossos hermanos, o que acabou se confirmando nos pênaltis. Minutos depois, ele ainda pegou duas cobranças.

Dibu Martínez defendeu duas cobranças contra o Equador
Reprodução/Twitter

Dibu Martínez defendeu duas cobranças contra o Equador

Gordon Banks x Pelé

Antes dessa defesa salvadora do debochado Dibu Martínez, era comum apontar  Gordon Banks como o dono da maior defesa da história das Copas.

Na primeira fase do Mundial de 1970, a Seleção Brasileira enfrentou a Inglaterra, campeã quatro anos antes. Ainda no primeiro tempo, Jairzinho cruzou da direita na medida para Pelé. O “Rei” fez a jogada de manual: testada forte, para o chão. 

Gordon Banks x Pelé em 1970
Fifa

Gordon Banks x Pelé em 1970

A bola quicou e o goleiro inglês fez o impossível, saltando no cantinho direito e espalmando a bola. O lance ficou conhecido como a “Defesa do Século”. 

Barbosa foi condenado em 1950

Contudo, a história também pode ser cruel e registrar vilões. Ou seja, goleiros que ficaram eternizados por supostas falhas, “frangos”, no metafórico adjetivo, popularmente encontrado no dicionário futebolês. 

Na decisão da Copa de 1950, por exemplo, Barbosa foi condenado pela opinião pública após levar um gol do uruguaio Ghiggia e o Brasil perder o título diante de um incrédulo Maracanã, abarrotado por praticamente 200 mil torcedores. Ficou famosa a triste frase do ex-camisa um da Seleção, mesmo décadas após o “Maracanazo”: “A pena máxima por um crime no Brasil é 30 anos. Eu pago por aquele gol há 50″.

Weverton, Alisson e Ederson
Rafael Ribeiro / CBF

Weverton, Alisson e Ederson

Copa de 2026 

Copa de 2026 ainda está começando, nem terminaram os jogos da primeira rodada e algumas boas histórias de goleiros já começaram a ser contadas.

Como a de Vozinha, da Seleção de Cabo Verde, que segurou a Espanha, candidatíssima ao título. Faltam muitos capítulos, contudo, para definirmos heróis e vilões. 

Quem sabe, nesta edição, o brasileiro Alisson pode escrever seu nome de vez? Em 2018 e 2022, ele passou quase despercebido. Nem bordão de narrador famoso ganhou. Com visual novo, está na hora dele mostrar que é mais que um rostinho bonito e sim um goleiro da prateleira de cima da Seleção Brasileira.   



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