Copa terá acontecimento inédito há 36 anos nas semifinais

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França, Espanha, Inglaterra e Argentina
Reprodução/Instagram

França, Espanha, Inglaterra e Argentina

Após 36 anos, a Copa do Mundo terá somente seleções que já foram campeãs mundiais entre as quatro melhores do torneio. França, Espanha, Inglaterra e Argentina duelam nos Estados Unidos em busca de mais um título para uma galeria restrita.

Desde 1994, todas as semifinais tiveram ao menos uma seleção que ainda não havia levantado a taça. A sequência chega ao fim nesta edição, marcada pelo retorno de quatro campeãs à disputa pelo título.

A última vez aconteceu na Copa da Itália, em 1990. Na ocasião, a Argentina eliminou a anfitriã Itália, enquanto a Alemanha Ocidental passou pela Inglaterra. Os dois confrontos foram decididos nos pênaltis. Na final, os alemães venceram os argentinos por 1 a 0 e conquistaram o tricampeonato.

Agora, França e Espanha abrem as semifinais na terça-feira (14). Um dia depois, Argentina e Inglaterra retomam uma das rivalidades mais marcantes da história das Copas.

Como cada seleção chegou à semifinal

França mantém campanha perfeita

Kylian Mbappe
Fotos: William Volcov/Parceiro/Agência O Dia

Kylian Mbappe

A França chega à semifinal como a única seleção com 100% de aproveitamento na Copa. Foram seis vitórias em seis partidas, com 16 gols marcados e apenas dois sofridos.

Na fase de grupos, os franceses venceram Senegal por 3 a 1, Iraque por 3 a 0 e Noruega por 4 a 1. Depois, eliminaram Suécia, Paraguai e Marrocos sem sofrer gols.

A vaga entre as quatro melhores veio com uma  vitória por 2 a 0 sobre os marroquinos. Kylian Mbappé voltou a comandar o ataque e segue como uma das principais armas de uma equipe que combina velocidade, força física e poder de decisão.

Campeã em 1998 e 2018, a França tenta chegar à terceira final nas últimas quatro edições da Copa.

Espanha cresceu durante a competição

Lamine Yamal
Reprdução/@fcbarcelona

Lamine Yamal

A Espanha começou o Mundial com um empate sem gols contra Cabo Verde. Depois disso, engrenou.

A equipe venceu a Arábia Saudita por 4 a 0 e o Uruguai por 1 a 0 para terminar na liderança do grupo. No mata-mata, passou pela Áustria por 3 a 0 e eliminou Portugal com um gol de Mikel Merino nos minutos finais.

Nas quartas, os espanhóis derrotaram a Bélgica por 2 a 1. Fabián Ruiz abriu o placar, e Merino voltou a aparecer no fim para garantir a classificação. Foi também a primeira partida em que a Espanha sofreu gol nesta Copa.

Campeã em 2010, a seleção volta à semifinal pela primeira vez desde o título conquistado na África do Sul.

Inglaterra sobreviveu aos sustos

Bellingham
Divulgação Fifa

Bellingham

A Inglaterra avançou sem perder, mas precisou lidar com jogos cada vez mais apertados.

Na fase de grupos, venceu a Croácia por 4 a 2, empatou sem gols com Gana e derrotou o Panamá por 2 a 0. A equipe terminou na liderança da chave, com sete pontos.

O mata-mata exigiu mais. Os ingleses saíram atrás contra a República Democrática do Congo, mas buscaram a virada por 2 a 1. Nas oitavas, venceram o México por 3 a 2 mesmo depois de ficarem com um jogador a menos durante boa parte do segundo tempo.

Contra a Noruega, a vaga só veio na prorrogação.  Andreas Schjelderup colocou os noruegueses em vantagem, mas Jude Bellingham empatou ainda no primeiro tempo e marcou novamente no período extra para decretar a vitória inglesa por 2 a 1.

Campeã em 1966, a Inglaterra chega à semifinal pela quarta vez na história e tenta voltar à decisão depois de 60 anos.

Argentina mantém viva a defesa do título

Messi
Reprodução X/@Argentina

Messi

Atual campeã mundial, a Argentina passou pela primeira fase com três vitórias. A seleção derrotou Argélia por 3 a 0, Áustria por 2 a 0 e Jordânia por 3 a 1. A tranquilidade ficou para trás no mata-mata.

Contra Cabo Verde, os argentinos precisaram da prorrogação para vencer por 3 a 2. Nas oitavas, viveram novo susto diante do Egito. A equipe saiu perdendo por 2 a 0, reagiu nos minutos finais e buscou uma virada por 3 a 2.

Nas quartas de final, a Argentina eliminou a Suíça por 3 a 1 após prorrogação e confirmou o reencontro com a Inglaterra.

Lionel Messi segue como o principal nome de uma seleção que tenta repetir o título conquistado no Catar e se tornar a primeira bicampeã consecutiva desde o Brasil de 1958 e 1962.

França e Espanha colocam estilos à prova

A primeira semifinal reúne duas seleções que chegaram longe por caminhos diferentes.

A França venceu todos os jogos. Tem um ataque direto, jogadores fortes fisicamente e Mbappé como ameaça constante em campo aberto. Mesmo quando não domina a posse de bola, encontra espaços e precisa de poucos lances para decidir.

A Espanha prefere controlar o jogo. Troca passes, ocupa o campo ofensivo e tenta empurrar o adversário para perto da própria área. O time também mostrou paciência para vencer partidas travadas, como aconteceu contra Portugal e Bélgica.

O encontro reedita a semifinal da Eurocopa de 2024. Na ocasião, a Espanha venceu por 2 a 1 e seguiu até o título.

Desta vez, os franceses chegam com campanha perfeita. Os espanhóis, por outro lado, sofreram apenas um gol em seis partidas. O duelo coloca frente a frente dois dos elencos mais fortes da Copa e não apresenta um favorito evidente.

Argentina e Inglaterra retomam rivalidade histórica

Argentina e Inglaterra voltam a se enfrentar em uma Copa do Mundo depois de 24 anos.

A rivalidade começou antes, mas ganhou ainda mais peso após a Guerra das Malvinas, em 1982, entre Argentina e Reino Unido. Quatro anos depois, as seleções se encontraram nas quartas de final da Copa do México.

Diego Maradona marcou os dois gols da vitória argentina por 2 a 1. O primeiro ficou conhecido como a “Mão de Deus”. O segundo entrou para a história como um dos maiores gols já marcados em Copas.

Os atritos, porém, não ficaram restritos a 1986.

Em 1966, o argentino Antonio Rattín foi expulso em uma partida cercada por reclamações. A Inglaterra venceu por 1 a 0 e, dias depois, conquistou seu único título mundial.

Em 1998, David Beckham recebeu cartão vermelho após um lance com Diego Simeone. A Argentina avançou nos pênaltis. Quatro anos depois, Beckham marcou o gol da vitória inglesa por 1 a 0 na fase de grupos.

O duelo desta edição será o sexto entre as duas seleções em Copas e o primeiro em uma semifinal. A Inglaterra tenta chegar à decisão pela primeira vez desde 1966. A Argentina busca a segunda final consecutiva.

Além do peso histórico, o confronto coloca alguns dos maiores nomes da competição frente a frente. Messi lidera a atual campeã, enquanto Harry Kane e Bellingham concentram boa parte da produção ofensiva inglesa.

Agenda das semifinais da Copa do Mundo

Terça-feira (14) |França x Espanha
16h (horário de Brasília)
Dallas Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos

Quarta-feira (15) | Inglaterra x Argentina
16h (horário de Brasília)
Atlanta Stadium, em Atlanta, nos Estados Unidos

A final será disputada no domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no New York New Jersey Stadium.



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