A revolta de Piastri com Sainz faz sentido?

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Piastri abandonou o GP da Hungria
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Piastri abandonou o GP da Hungria

O GP da Hungria acabou, mas uma das maiores polêmicas da corrida continua rendendo.

O motivo é o toque entre Oscar Piastri e Carlos Sainz, que gerou uma troca de declarações bem pesadas depois da prova.

Tudo começou quando Piastri liderava a corrida e precisava administrar a vantagem para Lando Norris, que vinha logo atrás.

Até que surgiu Carlos Sainz. A questão é que o espanhol era um retardatário. Ou seja, ele não estava disputando posição com Piastri e precisava abrir passagem.

Só que foi justamente aí que começou toda a confusão

Sainz não facilitou a ultrapassagem, os dois acabaram se tocando e, pouco depois, Norris saiu dos boxes na frente de Piastri, assumindo a liderança da corrida. No fim, Piastri ainda abandonaria por problemas no câmbio.

Depois da prova, perguntaram para Sainz se ele tinha algo a dizer sobre o incidente.

A resposta foi simples: “isso é corrida”. Mas ele foi além.

Segundo o espanhol, Piastri poderia ter sido mais cuidadoso justamente porque é um piloto que está brigando pelas primeiras posições. Na visão dele, o australiano deveria ter levado em consideração os problemas que a categoria enfrentava com as bandeiras azuis durante a corrida.

E realmente existia um problema.

O sistema chegou a emitir bandeiras azuis sem indicar qual piloto precisava abrir passagem. Em alguns casos, também não aparecia nenhuma indicação no volante dos carros, o que fez vários pilotos simplesmente ignorarem os avisos.

Só que isso levanta outra pergunta: onde estava a equipe?

Afinal, os engenheiros também acompanham a corrida em tempo real e poderiam avisar seus pilotos sobre a situação. Tanto que Toto Wolff criticou esse trabalho e chamou os engenheiros envolvidos de “Teletubbies”.

Piastri não economizou nas palavras. O australiano disse que aquele foi “o lance mais burro” que já viu em uma pista de corrida.

Também afirmou que Sainz costuma criticar bastante os outros pilotos, mas que ele próprio já foi criticado diversas vezes por ser frustrante nas disputas. E completou dizendo que, antes de apontar o dedo para alguém, talvez fosse melhor olhar para o espelho.

Na minha opinião, o Piastri tem razão nessa. Ele tinha a preferência da pista e o Sainz precisava abrir passagem, não disputar uma posição que, na prática, nem era dele.

É claro que o problema das bandeiras azuis complicou a situação, mas isso deveria ter sido resolvido pela equipe do espanhol, que precisava orientá-lo durante a corrida.

No fim das contas, essa discussão acabou expondo muito mais uma falha de comunicação do que um simples incidente de pista.



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