
Espaço das gerais começa a ser demolida para a construção de camarotes
A antiga Geral do Estádio Serra Dourada começou a ser demolida para abrir espaço à ampliação da arquibancada inferior, à construção de camarotes e à implantação de uma nova área de logística. A intervenção faz parte da modernização do complexo esportivo, em Goiânia, com investimento privado estimado em quase R $ 400 milhões.
Localizada na parte mais baixa das arquibancadas, próxima ao gramado, a Geral marcou diferentes gerações de torcedores como o setor mais popular do estádio. A retirada da estrutura representa uma das alterações mais significativas no desenho original do Serra Dourada em seus 50 anos de história.O projeto prevê ainda camarotes próximos ao nível do campo, reforma dos prédios Norte e Sul, mudanças nas áreas de bares e banheiros e abertura de um acesso exclusivo para veículos pesados pelo Túnel Sudoeste.
Reforma deve terminar em 2028
As obras foram iniciadas em julho, com a instalação do canteiro, demolições pontuais e intervenções na infraestrutura. A previsão é de que a modernização seja concluída em 2028.
O investimento faz parte da concessão do Complexo Serra Dourada à iniciativa privada. A Construcap assumiu a gestão do estádio, do Goiânia Arena e das áreas externas por 35 anos. O contrato estabelecia investimento mínimo de R$ 215 milhões, mas o projeto apresentado pela concessionária estima aplicação próxima de R$ 400 milhões.
Além da reforma do estádio, a proposta pretende transformar a área em um distrito de esporte, entretenimento e lazer, com espaços para partidas de futebol, shows, feiras, eventos empresariais e atividades gastronômicas.
No Goiânia Arena, estão previstas reformas internas para melhorar a circulação do público e a operação dos eventos. O projeto completo também contempla nova fachada, adequações acústicas e 29 camarotes.
Estádio completa 51 anos de história
Projetado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, o Serra Dourada foi inaugurado em 9 de março de 1975, durante o governo de Leonino Caiado. A partida inaugural terminou com vitória da Seleção Goiana por 2 a 1 sobre a seleção de Portugal.

Imagem aérea do Estádio Serra Dourada, em Goiânia
Construído originalmente para receber cerca de 75 mil pessoas, o estádio se consolidou como o principal palco do futebol goiano. Ao longo de cinco décadas, recebeu clássicos estaduais, partidas da Libertadores, finais da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, além de jogos da Seleção Brasileira.
O espaço também sediou eventos religiosos e apresentações de artistas nacionais e internacionais, entre elas a visita do papa João Paulo II e o show de Paul McCartney.
Complexo continuará recebendo eventos
Apesar do fechamento do estádio durante parte das intervenções, o Goiânia Arena, os estacionamentos e outras áreas do complexo continuarão funcionando.
A administração adotou o conceito de “Obra Viva”, que prevê a realização simultânea das obras e dos eventos. Segundo a concessionária, o planejamento será ajustado para permitir a circulação do público sem acesso às áreas isoladas.
“Nosso compromisso é conciliar as obras com a rotina do estádio e a agenda de eventos. Queremos a população acompanhando de perto essa evolução, mantendo o Serra Dourada ativo enquanto construímos uma estrutura mais moderna, sustentável e acessível”, afirmou o diretor-superintendente do complexo, Paulo Rossi.
No sábado (08), o local receberá o festival Histórias — O Show do Século, com Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, César Menotti & Fabiano, Matogrosso & Mathias e Daniel.
Em 12 de setembro, será realizado o festival Buteco Goiânia, comandado por Gusttavo Lima. A programação também terá Leonardo, Calcinha Preta, João Bosco & Vinícius e Diego & Victor Hugo.
