
Stabile cogitou renunciar ao cargo de presidente do Corinthians após ameaças
O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, cogitou renunciar ao cargo no último fim de semana após sua família receber ameaças nas redes sociais. Segundo relatos feitos pelo próprio dirigente a aliados no Parque São Jorge, sua esposa e sua filha ficaram assustadas com as mensagens por causa da decisão de não renovar, naquele momento, o contrato de Memphis Depay. A informação foi dada primeiramente pelo jornalista Samir Carvalho, do “Uol”.
A pressão também chegou ao endereço do presidente. Na madrugada de sexta-feira (14/8), torcedores protestaram em frente à casa de Stabile. Diante do cenário, o dirigente procurou seu grupo de apoio para discutir a possibilidade de deixar a presidência.
Os aliados, porém, convenceram Stabile a permanecer no cargo. Um dos argumentos apresentados foi a sucessão em caso de renúncia. O vice-presidente Armando Mendonça assumiria o comando do clube, mas também enfrenta uma investigação relacionada ao desaparecimento de materiais esportivos no Corinthians.
Mesmo após decidir continuar, Stabile ainda enfrenta forte pressão interna e externa. Pessoas próximas ao presidente não têm certeza de que ele conseguirá suportar a sequência de cobranças, principalmente diante da repercussão envolvendo Memphis.
Nesse contexto, o Corinthians retomou as conversas com o atacante holandês. Memphis reduziu sua pedida e abriu caminho para um novo acordo, mas a renovação ainda depende de uma orientação do Conselho de Orientação (CORI) antes de avançar de forma definitiva.
Assim, Stabile tenta administrar duas frentes ao mesmo tempo: preservar sua posição no comando do Corinthians e encontrar uma saída para a negociação com Memphis. O episódio das ameaças, porém, elevou ainda mais a tensão política em um momento já marcado por divergências dentro do clube.
