
Memphis – Corinthians
O fato de a Fiel ser formada por 35 milhões de corinthianos implica dizer, em uma conta rápida de padaria, noves fora, vai um, que a fanática, estridente, barulhenta, agorenta, melindrada e invejosa nação anticorinthiana, já descontando a parcela que não curte futebol, chega a marca de uns 150 milhões de pessoas.
Da série “oi, Galvão; fala, Tino”, o corinthiano invadir o Rio incomoda; o corinthiano invadir Brasília e calar a outra metade do estádio causa urticária; o corinthiano invadir o Japão em número absurdamente maior que todos os outros que também foram para o outro lado do mundo causa inveja; o Corinthians ter lutado, defendido e estampado a Democracia durante a abjeta Ditadura incomoda quem tenta, de forma patética, minimizar a história.
Os corinthianos adoram dizer que vivem de Corinthians, mas, lamento informar, não são os únicos. Muita gente do Brasil quatrocentão, escravagista, racista, classista, machista e elitista vive para torcer contra o time do povo, dos manos e das minas. Exagero?
Não, não é exagero. É constatação. São os fatos, estúpido! Poderia dar 818 exemplos, mas basta um. É só lembrar como foi tratada a contratação de Cuca pelo Corinthians após décadas do treinador intercalar trabalhos nos clubes rivais sem qualquer histeria, indignação e debates intermináveis. Só no estado do Corinthians, Cuca treinou São Paulo, Palmeiras e Santos sem qualquer problema nem contestação. Zero. Os fatos pregressos eram os mesmos, todos eles já conhecidos e o personagem era exatamente o mesmo. Sem nenhuma diferença! E quanta diferença… Viva a memória!
Em tempo: não questiono, muito ao contrário, o tratamento dado à contratação de Cuca pelo Corinthians. Aliás, concordo. O que questiono e faço questão absoluta de recordar a diferença em relação ao tratamento dado com fato idêntico nos rivais paulistas. Viva a memória!
O Corinthians ter Memphis incomoda porque o maior artilheiro da história da Holanda quis o Corinthians e joga no Corinthians porque quis. Se o incômodo fosse uma questão de preocupação com as finanças, fosse uma questão de responsabilidade, as mesmas pessoas estariam incomodadas com os contratos de Hugo, Pedro Raul, Jonathan Cafu, Charles, Talles Magno e grande elenco, gente que ganhou e ainda ganha milhões por tempo a perder de vista sem subir na bola, sem fazer história em cima de quem eles gostam.
Nenhum corinthiano, corinthiano mesmo, com th como grafa todos os documentos oficiais do clube, é idiota ao ponto de acreditar que gente que ODEIA o CORINTHIANS e, inclusive, monetiza fazendo lives destilando ódio (ódio verdadeiro ou ódio falso encenado, pouco importa) ao clube está preocupada com as finanças do Corinthians.
Então, tá!
O Corinthians (o Corinthians de Memphis, o Corinthians de Kia-Tevez, o Corinthians de Ronaldo e tantos outros Corinthians) é capaz de transformar as tradicionais mesas redondas de futebol em “Contabilidade em Debate”, “Linha de Contadores”, “Posse de Transferbans”, “Troca de Contadores”, “Seleção de Contadores”, “Contabilidade Rolando”, “Depois da Contabilidade”, “Contabilidadas”, “Show de Contas”…
E os diversos programas de contabilidades alvinegras são incompletos porque, além de serem ignorantes a ponto de não entenderem a diferença óbvia do “negócio futebol” para o sistema bancário, os hipócritas não falam quanto dinheiro entrou nos cofres do Corinthians com o fato, desde a chega de Memphis, de o Corinthians ter se classificado à Libertadores, ter conquistado a Copa do Brasil, ter conquistado o Paulista, ter se classificado novamente à Libertadores, encher a Neo Química Arena em todos os jogos… É uma conta que sublinha a saída de grana e esconde a entrada de dinheiro, um misto de miopia com uma pitada cavalar dolosa de canalhice.
Que é mais do que óbvio que o primeiro contrato de Memphis, assinado na gestão Augusto Melo (que Osmar Stabile e Armando Mendonça, como vices eleitos, não podem se eximir de culpa), é absurdo, nenhum corinthiano questiona. Aliás, todos os corinthianos que realmente estão preocupados com o clube e, por razões contábeis reais, acreditam que o clube não deveria renovar com o holandês, merecem todo o respeito.
O que não respeito, nem jamais respeitarei, são canalhas falsos, que querem o pior e, sem coragem de assumir a torcida para tudo dar errado, travestem-se de “contadores responsáveis”. Cínicos e covardes! Peroba neles!
Não se trata, que fique claro, de demonizar torcedores de outras cores. Nada mais normal do que rival torcer contra. E cada um torce para quem quiser e contra quem quiser, sem problema nenhum. E quanto maior o time, maior a torcida contra. É só ver contra quem todos torcem contra para constatar a grandeza de cada um.
Mas torcedor rival, seja de que time for, tem caráter, torce contra orgulhosa e abertamente e, dentro da ética, torce contra em campo. Comemora derrota. No jogo. É do jogo. Agora, torcer para uma contratação dar errado por saber que ela é boa para o adversário e se posicionar contra sob a capa da responsabilidade é coisa de gente que não merece nenhum respeito. E nada como ter memória para lembrar quem é quem e separar torcedor rival de quem capitaliza travestido de contador. Viva a memória!
Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É tudo nosso! É nóis aqui no iG com a coluna Vitão Raiz!
Com 10, Corinthians de Memphis despacha Canalhas com gol de Bidon
Quem odeia o Corinthians está bravo com a renovação de Memphis!

