Confusão na Copa da Alemanha faz PETA pedir fim de animais na polícia

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PETA reage a tumulto com cavalos e cães em jogo de rivais alemães
Foto: Reprodução

PETA reage a tumulto com cavalos e cães em jogo de rivais alemães

O uso de animais durante a operação policial em um jogo da Copa Alemanha causou mobilização da PETA, maior organização de direitos dos animais do mundo. Fundada em 1980, a entidade reagiu depois que um sinalizador explodiu próximo a um dos cavalos utilizados pela polícia, que também usou cães, em meio à confusão no Carl-Benz-Stadion.

Os incidentes aconteceram durante a partida de forte rivalidade entre Waldhof Mannheim e Kaiserslautern, na sexta-feira (22). No mais alarmante, torcedores lançaram sinalizadores em direção aos jogadores do Kaiserslautern, que correram aos vestiários para se protegerem. Centenas de policiais entraram em campo, incluindo agentes da brigada de cavalaria, para impedir possíveis invasões.

Para a PETA, colocar cavalos e cães em situações desse tipo representa um risco desnecessário, especialmente em ambientes propícios para casos de violência. A entidade defendeu, em declaração ao jornal Bild, que os animais não deveriam ser empregados em operações policiais durante confrontos de alto risco.

“Cavalos e cães não têm lugar no trabalho policial. Especialmente em confrontos de alto risco onde violência, fogos de artifício e multidões incontroláveis aparecem como esperados. Ao contrário dos policiais humanos, os animais não podem escolher sua profissão”, defendeu em um trecho.

Risco extremo

Para a entidade, a operação policial realizada em meio à fumaça e aos fogos de artifício expôs os animais a uma situação de extremo risco. A organização considera especialmente grave o uso da unidade montada em um ambiente tomado por explosões, foguetes e possibilidade de novos episódios de violência.

Além do estresse provocado pela confusão, a organização chama atenção para os riscos físicos enfrentados pelos cavalos. Os atividades defendem que o cenário pode fazer com que os animais entrem em pânico, escorreguem ou até caiam nas áreas íngremes do estádio.

“Os animais ficam deliberadamente expostos a situações durante essas operações que são um verdadeiro horror para eles. Os cavalos podem escorregar, cair ou entrar em pânico. Do nosso ponto de vista, tal operação viola claramente a Lei de Bem-Estar Animal”.

PETA aciona Ministério do Interior

Para além do posicionamento, a entidade também afirmou que pretende levar o caso às autoridades de Mannheim. A organização informou que vai apresentar uma denúncia ao órgão veterinário responsável pela cidade, colocando sob análise a conduta dos torcedores e a atuação das forças de segurança.

A organização pretende responsabilizar tanto os responsáveis, ainda não identificados, pelo lançamento de fogos de artifício quanto os policiais participaram do emprego de cavalos e cães na operação. Sua intenção visa, sobretudo, evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer nos estádios da Alemanha.

“Esta queixa dirige-se aos indivíduos ainda não identificados que usaram fogos de artifício e foguetes. Mas também contra os policiais responsáveis pelo uso de cavalos e cães. O abuso de cavalos e cães em serviço policial deve ser definitivamente interrompido”, afirmou a PETA.

O jogo

Os policiais só deixaram o gramado após cerca de 25 minutos, e o jogo pôde, então, ser retomado. A bola voltou a rolar já na prorrogação, com atraso que chegava a aproximadamente 30 minutos. O Kaiserslautern venceu a partida por 1 a 0, com gol do malinês Ibrahim Kanate no último minuto de jogo.





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