
Abel Ferreira e Leila Pereira mantêm bom relacionamento no Palmeiras
A venda de Allan ao Manchester City, por 40 milhões de euros (cerca de R$240 milhões), não foi fruto de improviso ou desespero. Pelo contrário: o Palmeiras mostrou que sabe negociar em patamar europeu, sustentado por uma gestão financeira sólida e por uma política clara de valorização da base.
O Verdão já havia recusado propostas anteriores pelo atacante, hoje com 22 anos. A diferença é que, desta vez, não precisava vender para equilibrar contas. Essa postura firme permitiu que o clube mantivesse o controle da negociação e atingisse, assim, o valor desejado.
Allan não era protagonista no sub-20 alviverde – estava até meio “escanteado”. E foi Abel Ferreira quem enxergou potencial, deu espaço e transformou o jovem em peça valorizada, promovendo-o ao profissional. O técnico português, que chegou em outubro de 2020, tem sido o grande catalisador da revolução verde: títulos no campo e cifras recordes fora dele.
Com a transferência de Allan, o Palmeiras ultrapassa R$2,1 bilhões em vendas de atletas formados na Academia, superando, inclusive, o Flamengo, que se orgulha de ter arrecadado cerca de R$1,5 bilhão no mesmo período. É um marco histórico no futebol brasileiro.
Antes de Abel, aliás, a prática era contratar destaques de outros clubes, relegando a base a segundo plano. A mudança de mentalidade, iniciada na gestão de Mauricio Galiotte e aprimorada por Leila Pereira, encontrou em Abel o executor ideal.
A princípio, Jhon Arias deve herdar a vaga de Allan, ainda que Felipe Anderson, Mauricio e Ramón Sosa também sejam candidatos. A base, contudo, segue oferecendo alternativas: nomes como Eric Belé e Riquelme Fillipi despontam como novas apostas.
Sob a coordenação de João Paulo Sampaio, o clube investe cerca de R$30 milhões por ano na formação de talentos. Simplesmente o maior investimento da América do Sul.
Palmeiras de Abel: o equilíbrio entre títulos e vendas
Desde a chegada de Abel, o Palmeiras investiu R$165 milhões na base e arrecadou mais de R$2 bilhões. E quem pensa que isso comprometeu a competitividade se engana: foram 11 títulos conquistados, consolidando o português como o treinador mais vitorioso da história do clube.
Nesse período de praticamente seis anos, o Verdão consolidou sua reputação como uma verdadeira potência formadora e vendedora de talentos, protagonizando algumas das maiores transações da história recente do futebol brasileiro.
A saber o Top-5, Endrick foi negociado com o Real Madrid por R$ 410 milhões, Estêvão acertou com o Chelsea por R$ 358 milhões, Allan seguiu para o Manchester City por R$ 240 milhões, Vitor Reis também desembarcou no City por R$ 225 milhões, e Luiz Guilherme foi para o West Ham por R$ 172 milhões.
Esses números impressionantes não apenas reforçam a capacidade do clube em revelar jovens de altíssimo nível, mas também evidenciam o mérito de sua gestão em transformar promessas em ativos valiosos no mercado internacional, coroando o Palmeiras como referência mundial em grandes vendas.

