SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) – A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,3% nos três meses até julho, com queda no número de pessoas sem emprego e recorde de população ocupada, mostrando que o mercado de trabalho segue resiliente.
O dado, divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa queda ante a taxa de 5,8% registrada nos três meses imediatamente anteriores, até abril.
No mesmo período do ano anterior a taxa de desemprego foi de 5,6%. O resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters.
Para analistas, a taxa de desemprego no Brasil deve permanecer em níveis historicamente baixos, mesmo com uma esperada desaceleração da economia no segundo semestre, sem sinais de atração mais intensos no mercado de trabalho.
Esse cenário, somado à renda em níveis altos, traz no entanto preocupações quanto à inflação, bem como os estímulos fiscais e de crédito do governo. Isso dificultou o controle do aumento de preços por parte do Banco Central, que no início do mês cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,00% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto.
Nos três meses até julho houve queda de 8,0% no número de desempregados na comparação com os três meses imediatamente anteriores, chegando a 5,819 milhões, o que representa ainda recuo de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O período foi marcado ainda por alta de 1,0% no total de ocupados na comparação trimestral e de 0,9% na base anual, atingindo 103,335 milhões, maior nível da série histórica.
O total de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também foi o maior da série histórica, 39,428 milhões, com alta de 0,4% sobre o trimestre até abril e de 0,8% ante o mesmo período do ano anterior.
Os que não tinham carteira subiram 3,6% nos três meses até julho ante o trimestre imediatamente anterior e 2,1% sobre o ano anterior, a 13,753 milhões.
No entanto, a renda média mensal caiu a R$ 3.762 no trimestre até julho, contra R$ 3.786 nos três meses até abril, um recuo de 0,7%.

