
Palmeiras bate R$ 2,4 bilhões em vendas de atletas na era Leila
O Palmeiras atingiu a marca de R$ 2,4 bilhões em vendas de jogadores desde o início da gestão de Leila Pereira, em 2022. O clube calcula ter arrecadado 414,2 milhões de euros em 27 negociações diretas até agora, considerando valores fixos e bônus.
A venda de Allan ao Manchester City, por 40 milhões de euros, cerca de R$ 240 milhões, foi responsável por impulsionar a marca. Além disso, o Palmeiras ainda pode aumentar essa receita nos próximos dias com a negociação de Riquelme Fillipi ao Inter Miami, que pode render entre 5,5 milhões e 6 milhões de euros por 60% dos direitos econômicos.
O crescimento das vendas também mostra a força das categorias de base. 18 das 27 negociações, ou 66% do total, envolveram jogadores formados pelo Palmeiras. O domínio fica ainda mais evidente no topo do ranking.
As cinco maiores vendas da era Leila são todas de Crias da Academia. Endrick lidera a lista, com 72 milhões de euros para o Real Madrid. Depois aparecem Estêvão, vendido ao Chelsea por 61,5 milhões; Allan, negociado com o Manchester City por 40 milhões; Vitor Reis, também comprado pelo City por 37 milhões; e Luis Guilherme, que foi para o West Ham por 30 milhões de euros.
Palmeiras também negocia além da base
Entre os jogadores que chegaram ao Palmeiras já como profissionais, Richard Ríos é o principal destaque. O volante foi vendido ao Benfica por 30 milhões de euros. O clube havia pago R$ 6 milhões ao Guarani pela contratação, em 2023.
Dessa forma, Ríos representa um caso diferente dentro da estratégia alviverde. O Palmeiras conseguiu valorizar um jogador contratado no mercado e negociá-lo por um valor cinco vezes superior ao investimento inicial.
Outras oito vendas envolveram atletas que perderam espaço no elenco ao longo do tempo. Nesse grupo estão nomes como Facundo Torres, Rony, Aníbal Moreno, Rafael Navarro, Merentiel, Luan, Zé Rafael e Bruno Tabata.
Além disso, o Palmeiras mantém o hábito de preservar percentuais dos jogadores negociados. Jhon Jhon é um exemplo. O meio-campista foi vendido inicialmente ao Bragantino por sete milhões de euros, mas o Verdão manteve 20% dos direitos. Em 2026, o clube voltou a lucrar com o atleta após a transferência dele para o Zenit.
O ranking completo das vendas mostra a dimensão da movimentação financeira do Palmeiras nos últimos cinco anos. Depois de Endrick, Estêvão, Allan, Vitor Reis, Luis Guilherme e Richard Ríos aparecem Danilo, Artur, Kevin, Gabriel Veron e Giovani entre os principais negócios.
Assim, com Allan já encaminhado para o Manchester City e Riquelme Fillipi próximo de uma transferência para o Inter Miami, o Palmeiras segue ampliando uma fonte de receita que ganhou peso durante a gestão de Leila Pereira.
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