sai a grife, volta a base forte

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Savinho renderá bom dinheiro ao Atlético, clube formador
Foto: Bruno Cantini / Atlético

Savinho renderá bom dinheiro ao Atlético, clube formador

Sai a grife por status, volta o brilho da base que conhece o tamanho da camisa preto e branca. “Meu momento é agora, meu caminho é feliz, se há uma crise lá fora, não fui eu que fiz, então viver é um lance legal”, assim Guilherme Arantes descreve sua sintonia com a vida em uma de suas belas canções e, nessa toada, o Atlético do Vitão, Pascini e Cissé vai se reconectando com a sua história.

Famoso por formar grandes craques em casa, o Galo passou por um longo período de inverno na promoção dos seus talentos. Claro, sempre aparece um aqui, outro lá, mas a essência do celeiro, da “fabriquinha”, estava adormecida.

Retorno às raízes com aprendizado duro

Diante desse ambiente de necessidade de SOBREVIVÊNCIA, o clube vendeu mal talentos como o Savinho e, ainda assim, mesmo no preço de três pastéis e um caldo de cana (em 2022, por 6,5 milhões de euros), o garoto segue rendendo um “cadinho de rebela”.

Vendido do City ao Tottenham, da Inglaterra, por cerca de R$ 600 milhões, na maior venda da história do clube de Manchester, pelo mecanismo de solidariedade, o time da Massa ainda deve embolsar um pouco mais de R$ 10 milhões. Resumindo: mesmo vendendo mal, o garoto ainda segue rendendo e provando que, se a cultura não muda na essência, ela aprende na “pancada da vida”.

Depois do Savinho, outro nome que desponta na Europa é o de Alisson, que foi vendido ao Shakhtar Donetsk por cerca de 14 milhões de euros, no início de 2025. Mas a nossa prosa é sobre a mudança de rumo para viver e não só sobreviver.

Num trabalho que se estrutura e luta contra o sucateamento da marca, o Galo parece ter entendido que não haverá sucesso contratando grife vencida. A torcida, nesse momento, parece ter compreendido que já se foi o tempo de contratar Edenilson, Patrick, Arouca e tantos outros que chegaram em Belo Horizonte depois do “time de publicação”, afinal, o “hype” dos caras já tinha passado.

Nesse contexto, no meio das maiores “roubadas”, os ótimos Cissé e Pascini começaram a conquistar minutos. O primeiro veio da Guiné para conquistar o mundo com sua “querência”, e o segundo fez o gol salvador e improvável contra o Ceará, que mantém o Galo vivo na Copa do Brasil.

E mais

Ah, mas então acabou? Não. Longe disso. A fabriquinha parece estar em alta. No último superclássico, saiu de lá um monstrinho. Um tal de Vitão, com só 18 anos, entrou na maior “roubada” de Minas Gerais, jogou e colocou todo mundo no bolso, inclusive o peso do embate.

O que nem todos sabiam é que o garoto é Galo de arquibancada, desde os dentes de leite. E enquanto o garoto cortava, antecipava e recuperava bolas, seu pai e sua irmã estavam no meio de outros 2.498 torcedores no Gigante da Pampulha. A atleticanidade é algo real. O pai na arquibancada, o filho no front de batalha honrando o nome de Minas… É a base do Galo revivendo a identidade e o DNA de VERDADE.

Só existem dois pilares

Pois bem, senhores! A realidade é que não existem mais do que dois pilares para a sustentação do Atlético, são eles: ARENA + BASE. A realidade crua é conceitual: gestão da Arena bem-sucedida e a fabriquinha da Cidade do Galo formando atletas que joguem, sintam o preto e branco e que, depois, ainda pagarão contas que quase nenhuma ação comercial conseguirá pagar.

O exemplo a ser seguido é o Palmeiras, que carrega água na peneira para João Paulo Sampaio e sua equipe, porque sabem que o ouro está LÁ, no GARIMPO antecipado da BASE; o restante é receita complementar. Só pra constar, com receitas de base, o Palmeiras já acumula cerca de R$ 2 bilhões desde a temporada de 2022/2023. Você lembra mais ou menos qual a dívida do time da Massa?

Que a fabriquinha se mantenha animada e conectada para que Vitões, Cissés, Pascinis, Riquelmes, Venenos, Mosquitos, Xaviers e tantos outros tenham mais minutos e que o Atlético siga melhorando a transição, a responsabilidade, mas, aos poucos, eleve os níveis de coragem.



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