
Derrota para a Chapecoense aumentou pressão sobre o elenco, especialmente em Fernando Diniz
Com a derrota do Corinthians para a Chapecoense, no último domingo (6), a equipe chegou à quarta derrota consecutiva no Brasileirão. O resultado também ampliou a sequência de partidas sem vencer em Itaquera e provocou protestos da torcida. Matheus Bidu marcou no início, mas o Timão não sustentou a vantagem durante o confronto. Em seguida, a equipe catarinense virou o placar e agravou a situação corintiana.
A queda de rendimento dentro de casa ocorre em meio a uma sequência de resultados negativos. Anteriormente, o Corinthians já havia perdido para Cruzeiro, Coritiba e Santos como mandante. O empate sem gols diante do Athletico-PR também fez parte dessa sequência. Enquanto isso, o Timão passou a conviver com cobranças mais fortes das arquibancadas.
Posse de bola não dá ponto a ninguém
Contra a Chapecoense, o Corinthians terminou a partida com 62% de posse de bola e mais de 673 passes. O volume, porém, não se converteu em uma produção ofensiva suficiente para controlar o resultado. A equipe encontrou uma defesa compacta e teve dificuldades para criar espaços pelo chão. Dessa forma, o ataque recorreu repetidamente aos cruzamentos como alternativa para chegar à área.
Foram quase 39 bolas levantadas para a área durante o confronto, com apenas dez encontrando jogadores corintianos. Por si só, já evidencia a dificuldade encontrada pelo time diante de uma defesa fechada. Fernando Diniz tem trabalhado com um modelo baseado na circulação da bola, mas a equipe ainda enfrenta problemas quando precisa acelerar as jogadas. Dessa forma, a posse permanece distante de uma efetiva criação de oportunidades.
O cenário também aumentou a responsabilidade sobre jogadores como Rodrigo Garro e Breno Bidon. Depay e Carrillo fazem parte do grupo experiente, enquanto Lingard chegou para ampliar as alternativas do elenco. Mesmo assim, o setor ofensivo segue dependente de poucas peças em diferentes momentos. Após a partida, Depay cobrou uma mudança de postura e pediu que o elenco atuasse como um time grande.
O revés deixou o Timão diante de mais uma semana de cobranças no Brasileirão. A equipe ainda divide a temporada com os compromissos eliminatórios da Libertadores e precisa administrar os dois calendários. Nesse sentido, a sequência nacional ganhou peso diante da necessidade de recuperar posições na tabela. Em Itaquera, a perda de força como mandante tornou-se um dos principais pontos do momento corintiano.
