
Ziyech chega “escoltado” por gangue. Trabalho dos jornalistas foi resrespeitado
Um tumulto generalizado marcou a chegada do atacante Ziyech ao Rio de Janeiro na noite desta terça-feira (8). Após três horas de atraso, o novo reforço do Botafogo apareceu, enfim, no saguão do Aeroporto Antônio Carlos Jobim. Além deste contratempo, o desembarque do marroquino não ocorreu conforme o planejado pelo clube.
Posicionada à frente dos profissionais de imprensa, a principal facção da torcida do Botafogo “conduziu” Ziyech a alguns seguidores alvinegros que esperavam na grade, retirando dos jornalistas o direito de ouvir a nova contratação do Mais Tradicional e do astro transmitir uma palavra aos torcedores.
As cenas de desrespeito à imprensa e afronta à liberdade de expressão durante o ritual da chegada do atacante marroquino mostram a força política e a influência do grupo no atual gestão e no cenário político do Botafogo. Afinal, Ziyech recebeu e vestiu uma camisa da facção.Em seguida, meio sem jeito, acabou “forçado” a fazer o símbolo da gangue.
Ziyech era um desejo antigo do Botafogo. O clube carioca, aliás, já havia se acertado com o marroquino anteriormente, mas o jogador demonstrou preocupação com a qualidade dos gramados do Brasil. Assim, recuou na negociação. Porém, a história mudou nos últimos dias. Dessa forma, as conversas voltaram a avançar após o jogador rescindir com o Wydad Casablanca, do Marrocos.
Filho de pais marroquinos, Hakim Ziyech nasceu na Holanda e iniciou sua carreira no país. Revelado no Heerenveen, o atacante jogou nos holandeses Twente e Ajax, onde se destacou na campanha semifinalista da Liga dos Campeões na temporada 2018/19. Dessa forma, o bom desempenho chamou a atenção do Chelsea. No clube inglês, no entanto, oscilou, mas conquistou a Liga dos Campeões de 2020/21.
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