
Marc Overmars foi obrigado, por determinação médica, a deixar a direção esportiva do Royal Antwerp, da Bélgica, por causa de novos problemas de saúde. Aos 53 anos, o ex-jogador holandês afirmou que não consegue mais conciliar sua condição física com a rotina profissional e revelou que os médicos fizeram um alerta preocupante sobre as consequências de ignorar os sinais do próprio corpo.
Em comunicado divulgado nas redes sociais do clube, Overmars explicou que chegou ao limite depois de acumular cansaço e estresse durante anos. Por isso, decidiu interromper imediatamente suas atividades profissionais e também pretende permanecer afastado do futebol no futuro próximo.
“Minha saúde me obriga a ser muito honesto comigo mesmo. Minha energia está completamente esgotada”, afirmou o ex-jogador. Segundo Overmars, os médicos avaliam que ele pode enfrentar um desfecho grave caso continue desconsiderando os sinais apresentados pelo organismo.
“Se eu não escutar o meu corpo agora, os meus médicos preveem que a probabilidade de ter um fim trágico é muito alta. Por isso, tenho de tomar uma decisão drástica e parar completamente as minhas atividades profissionais agora e no futuro próximo”, completou.
Sequelas de um AVC
Overmars convive com sequelas de um acidente vascular cerebral sofrido em 2022. O problema de saúde ocorreu depois do fim de sua carreira como jogador e passou a exigir cuidados contínuos.
Agora, Overmars decidiu colocar a recuperação acima da carreira no futebol. “Já não consigo lidar com esta vida profissional agitada e estressante”, declarou. Dessa forma, o ex-atleta encerra uma trajetória recente como dirigente que começou no clube belga em 2022.
Antes de assumir o cargo no clube belga, Overmars trabalhou no Ajax. Ele deixou a equipe holandesa após acusações de assédio sexual e, posteriormente, recebeu uma suspensão de dois anos para exercer funções relacionadas ao futebol nos Países Baixos. Em 2024, a Fifa ampliou a punição para o âmbito internacional.
Como jogador, Overmars construiu uma carreira de destaque principalmente por Ajax, Arsenal e Barcelona. O ex-atacante também defendeu a seleção holandesa nas Copas do Mundo de 1994 e 1998. Nas duas oportunidades, a Holanda foi eliminada pela Seleção Brasileira.
