
Cartão preto serve para encerrar partidas a fim de combater comportamento abusivo de pais e espectadores
Com o objetivo de combater o mau comportamento de pais e espectadores durante partidas das categorias de base, a Federação Romena de Futebol (FRF) criou uma novidade no futebol mundial. A utilização do cartão preto por parte do árbitro foi aprovada nesta sexta-feira (11) para competições do sub-7 ao sub-16.
Diferentemente dos cartões amarelo e vermelho, o novo recurso não pune jogadores. O árbitro utiliza o cartão preto para comunicar a interrupção definitiva de uma partida quando os comportamentos inadequados nas arquibancadas continuam mesmo após as advertências previstas no protocolo.
A medida busca, portanto, proteger crianças da pressão e dos conflitos provocados por adultos durante os jogos. Segundo a federação romena, os jovens não devem se tornar vítimas das ambições, pressões ou frustrações dos adultos presentes nas arquibancadas.
Como funciona o cartão preto
A FRF estabeleceu um procedimento dividido em três etapas. Primeiro, o árbitro interrompe temporariamente a partida e pede aos treinadores que conversem com os próprios torcedores ou pais para que cessem imediatamente os conflitos.
Além disso, caso o estádio tenha sistema de som, a organização pode fazer um anúncio para alertar o público.
Porém, se o comportamento continuar, o árbitro parte para a segunda etapa. Nesse momento, ele suspende a partida por dez minutos e manda os jogadores para os vestiários. Durante a pausa, os treinadores tentam novamente controlar a situação nas arquibancadas.
Por fim, se os abusos continuarem depois da retomada do jogo, o árbitro encerra definitivamente a partida. Nesse momento, ele mostra o cartão preto, que funciona como o sinal visual de que o confronto não será retomado.
Rigor contra abusos nas categorias de base
A decisão amplia as medidas adotadas anteriormente pela Federação Romena de Futebol. Em 2024, a entidade já havia modificado seu regulamento disciplinar e estabelecido multas de 2 mil a 4 mil euros (de R$ 12 mil a 24 mil), além da possibilidade de suspensão da licença por períodos entre um e três anos.
Assim, com a mudança, a Romênia se tornou, segundo a própria FRF, a primeira federação de futebol do mundo a adotar um cartão destinado exclusivamente a punir o comportamento inadequado de espectadores.
