
Granit Xhaka é camisa 10 e capitão da Suíça
O meio-campista Granit Xhaka admitiu publicamente que comprou um certificado falso de vacinação contra a Covid-19. Capitão e principal referência da Suíça no último ciclo de Copa do Mundo, o atleta acabou afastado das convocações da seleção nacional por conta do escândalo. Além do prejuízo dentro de campo, o jogador agora se prepara para comparecer ao tribunal no mês de outubro para responder criminalmente pelo ato.
O veterano recorreu às redes sociais para detalhar as razões que motivaram a conduta ilícita durante o auge das restrições sanitárias. O atleta afirmou que enfrentava grande desconfiança em relação aos imunizantes desenvolvidos na época, reconhecendo que agiu por impulso ao buscar o documento fraudado.
Desabafo de Xhaka e desdobramentos na Seleção da Suíça
Por meio de uma carta aberta direcionada aos torcedores, o volante assumiu a responsabilidade direta pelas consequências jurídicas do episódio. O jogador explicou que a sensação de medo atrapalhou o discernimento naquele período, pedindo desculpas públicas pela infração cometida.
“Em relação à vacinação contra a Covid-19, estava muito inseguro e tinha sérias preocupações na altura. Sentia uma profunda desconfiança em relação à vacina e estava atormentado pelo medo e pela incerteza. Nesse estado emocional turbulento, obtive um certificado de vacinação em vez de esclarecer as minhas dúvidas pelos canais adequados. Hoje, vejo claramente que essa foi a abordagem errada. Foi um erro. Peço desculpa. Assumo a responsabilidade por essa decisão, estou empenhado em esclarecer o assunto e a cooperar plenamente com as autoridades competentes”, declarou o capitão.
Ação do Ministério Público e riscos de punição legal
A confissão pública do atleta aconteceu logo após o Ministério Público de Lucerna oficializar a abertura de uma investigação rigorosa sobre o caso. As autoridades daquele país acusam o meia de obtenção fraudulenta de falsa certificação e adulteração de documentos públicos em solo europeu.
Portanto, o jogador corre o risco de encarar uma pena máxima de até cinco anos de prisão segundo as normas do Código Penal suíço. No entanto, por apresentar histórico como réu primário e sem antecedentes criminais, a expectativa dos defensores legais aponta para a aplicação de uma punição financeira por meio de multa.
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