Títulos de Copa da Seleção sempre começaram com tropeço; relembre

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Títulos de Copa da Seleção sempre começaram com tropeço; relembre
Rafael Ribeiro / CBF

Títulos de Copa da Seleção sempre começaram com tropeço; relembre

O empate com a Austrália  na manhã desta sexta-feira (25) não representou o pior resultado possível na primeira partida da Seleção Brasileira no ciclo preparatório para a Copa do Mundo de 2030. No entanto, o desempenho não poderia ter sido menos empolgante.

A atuação da equipe comandada pelo treinador italiano Carlo Ancelotti gerou críticas nas redes sociais, principalmente por conceitos já testados antes ou durante o último Mundial, que, mesmo depois de fracassarem, voltaram ao time canarinho.

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Apesar disso, uma estatística impede o clima de terra arrasada no início de uma nova busca pelo hexacampeonato mundial. Todos os ciclos de Copa que acabaram com o Brasil campeão começaram com um tropeço. Relembre abaixo:

Ciclo de 1958

Seleção Brasileira conquistou seu primeiro título mundial em 1958
Divulgação / CBF

Seleção Brasileira conquistou seu primeiro título mundial em 1958

Depois da eliminação para a Hungria, um dos melhores times da história do futebol, nas quartas de final da Copa do Mundo de 1954, o Brasil voltou a campo apenas um ano e três meses depois, diante do Chile, pela extinta Copa Bernardo O’Higgins.

Na ocasião, em jogo disputado no Maracanã, no Rio de Janeiro, o time canarinho ficou apenas em um empate em 1 a 1 contra os chilenos. O autor do gol do jogo foi Pinheiro, ídolo histórico do Fluminense.

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Historicamente, o resultado daquela partida ficou em segundo plano, pois foi naquela noite que dois nomes históricos da Seleção estrearam: Garrincha e Evaristo de Macedo.

Pouco menos de três anos depois, o Brasil conquistou o seu primeiro título mundial ao bater a Suécia na final. Na campanha, Mané foi um dos principais responsáveis, enquanto Evaristo ficou de fora por atuar no futebol espanhol.

Ciclo de 1962

Com Pelé lesionado, Brasil repetiu a conquista em 1962
Reprodução / X

Com Pelé lesionado, Brasil repetiu a conquista em 1962

Campeão do mundo pela primeira vez em 1958, Pelé, Didi e companhia voltaram a campo em março de 1959, pelo Campeonato Sul-Americano de Futebol, hoje conhecido como Copa América.

A campanha no torneio começou bem, com um gol de cada protagonista para abrir 2 a 0 sobre o Peru antes dos cinco minutos da etapa final. No entanto, os peruanos reagiram e buscaram o empate na reta final.

O 2 a 2 acabou sendo trágico a curto prazo, pois o Brasil acabou na segunda colocação, com apenas um ponto a menos que a Argentina, eventual campeã. Porém, a longo prazo, deu tudo certo, com o bicampeonato mundial do Chile.

Ciclo de 1970

Novamente saudável, Pelé foi o rosto do tricampeonato em 1970
Divulgação / FIFA

Novamente saudável, Pelé foi o rosto do tricampeonato em 1970

O tricampeonato não veio em 1966, com Pelé sofrendo com lesões e a Seleção caindo ainda na primeira fase, perdendo para Hungria e Portugal. Com isso, o ciclo para 1970 começou com reformulação.

Em 1967, o Brasil retornou às atividades contra o Uruguai, na finada Copa Río Branco. O primeiro jogo foi um insosso 0 a 0, novamente marcado na história por algo além do resultado: as estreias.

Na ocasião, Piazza e Everaldo, peças importantes da Copa do Mundo de 1970, iniciaram suas trajetórias com a camisa amarelinha.

Três anos após o amistoso, o time canarinho voltou a conquistar o planeta com um futebol encantador, erguendo o tricampeonato no México, depois de atropelar a Itália na final.

Ciclo de 1994

Com o pênalti mais icônico da história, Brasil foi tetra em 1994
Divulgação / FIFA

Com o pênalti mais icônico da história, Brasil foi tetra em 1994

A eliminação para a Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1990 pareceu o fundo do poço para o futebol brasileiro. Em 1994, a Seleção chegaria a 24 anos sem títulos mundiais, sua maior marca desde 1958.

Com isso, uma grande reformulação foi preparada alguns meses depois. Com Paulo Roberto Falcão no comando técnico, o Brasil entrou em campo contra a Espanha com um elenco inteiramente nacional, formado por jogadores que atuavam no próprio país.

A decisão ajudou os espanhóis, que facilmente venceram por 3 a 0. No entanto, promoveu o início de Cafu e Márcio Santos no time canarinho.

Márcio foi zagueiro titular, e Cafu foi fundamental no título quatro anos depois, conquistado nos Estados Unidos.

Ciclo de 2002

Quinto e último título da Seleção veio com Ronaldo, Rivaldo e Cafu como capitão, em 2002
Divulgação / CBF

Quinto e último título da Seleção veio com Ronaldo, Rivaldo e Cafu como capitão, em 2002

Em 1998, o Brasil quase repetiu o feito de 1962, mas foi dizimado pela França na grande final. O clima para 2002, no entanto, não era de terra arrasada.

Em setembro do mesmo ano, os vice-campeões mundiais voltaram à ação em um amistoso contra a Iugoslávia. No comando técnico, Zagallo deu lugar a Vanderlei Luxemburgo, e em campo, um combinado de veteranos de 1998, como Cafu, Rivaldo e Denilson, e novidades importantes, como Vampeta e Alex.

Marcelinho Carioca, outro jogador pouco aproveitado anteriormente, marcou, mas o resultado ficou em 1 a 1 no Castelão de São Luís, no Maranhão.

O resto do ciclo foi conturbado. Luxa deu lugar a Leão, que eventualmente foi substituído por Luiz Filipe Scolari. Com Felipão, as turbulências pararam, e a Seleção conquistou o seu quinto título mundial no Japão.

*Observação: apenas jogos oficiais foram computados. Amistosos com clubes, equipes ou combinados não entraram na conta.



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