
Vasco quer jogar no Maracanã
A luta do Vasco pelo Maracanã segue intensa na Justiça. O Cruz-Maltino entrou com um recurso pedindo o fim da suspensão do processo na Justiça e pede uma decisão urgente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) por uma resposta para que a equipe possa atuar no estádio contra o Boca Juniors, na semifinal da Copa Sul-Americana, no dia 20 de outubro.
A ação do Vasco foi suspensa pela Justiça, porque já há um outro processo, ajuizado por um torcedor do clube, com a intenção de levar o duelo para o Maracanã. Portanto, a juíza Adriana Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Capital, entendeu que decisões paralelas poderiam gerar insegurança jurídica.
No documento, o Vasco argumenta que uma ação não pode deixar de ser julgada pela existência da outra. O clube, assim, pede tutela de urgência para uma decisão vinda do TJ-RJ. A indicação do estádio da partida precisa ser feita até a segunda-feira.
Por outro lado, o Consórcio Fla-Flu, que administra o Maracanã, se manifestou na Justiça de forma contrária à realização do jogo entre Vasco e Boca no estádio. A dupla afirmou que o gramado é o principal problema, pois receberia três partidas em um intervalo de cinco dias. Assi, atrapalharia o tempo mínimo de descanso do campo. Além disso, os clubes citaram o jogo entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, pela NFL, no último domingo.
O documento ainda afirma que uma análise da concessionária comprovou que o Maracanã está “impossibilitado de receber novos eventos esportivos em 2026”. Isso também, de acordo com o agravo, afetou o Flamengo, que recebeu negativas para fazer uma partida comemorativa dos 45 anos do título mundial e o Jogo das Estrelas, amistoso anual organizado por Zico em dezembro.
E São Januário?
Junto a isso, o Vasco obteve um laudo do Corpo de Bombeiros em que a capacidade de São Januário foi ampliada para 24.155 pessoas. Com isso, deu um passo importante na tentativa de liberação do estádio para receber a semifinal da Copa Sul-Americana. A informação é do “Colina em Foco”.
A nova capacidade, porém, ainda é abaixo em comparação com o regulamento da Conmebol, que pede a partir de 30 mil lugares.
Entretanto, o laudo do Corpo de Bombeiros ainda não garante ao Cruz-Maltino o direito de jogar em São Januário contra o Boca Juniors. Ainda restam as autorizações da Polícia Militar e da própria Conmebol para a partida acontecer na casa vascaína.
