
Leila Pereira é a presidenta do Palmeiras e dona de uma instituição financeira
Os grupos de oposição Ocupa Palestra e Arquibancada emitiram nota oficial nesta terça-feira (6) para rebater as declarações da presidente Leila Pereira no Palmeiras. A mandatária chamou os opositores de “meia dúzia de imbecis” durante o lançamento de sua chapa política ao Conselho Deliberativo. O bloco oposicionista acusou a dirigente de recorrer a agressões verbais para evitar respostas técnicas sobre o evidente conflito de interesses gerado pela aquisição da SAF do Vasco pela empresa do enteado Marcos Lamacchia.
“A reação da mandatária em evento recente com conselheiros, infelizmente, seguiu o mesmo padrão já conhecido da opinião pública: em vez de apresentar respostas técnicas e salvaguardas institucionais a um problema real, a Sra. Presidente preferiu recorrer a desqualificações pessoais e dirigir ofensas verbais aos conselheiros e conselheiras que exercem com rigor o seu dever estatutário”, destacaram os conselheiros no comunicado oficial.
Palmeiras enfrenta cobrança por blindagem de dados institucionais
A oposição do Palmeiras cobrou barreiras formais contra o vazamento de informações confidenciais e estratégicas após o leilão judicial confirmar a venda do futebol vascaíno. Os membros cobraram a atuação direta dos órgãos internos de controle e recordaram as exigências estabelecidas pelos órgãos reguladores do futebol nacional para coibir influências cruzadas entre clubes rivais. Além disso, os opositores protocolaram pedido para afastar o conselheiro José Roberto Lamacchia, marido da presidente e avalista financeiro do negócio no Rio de Janeiro.
“Apontar a existência do conflito de interesses não é um ataque pessoal, mas um alerta para uma situação objetiva de risco institucional. O problema é tão real, concreto e reconhecido pelo mercado do futebol que a regulamentação já estabeleceu condicionantes para situações de controle ou influência cruzada entre agremiações concorrentes”, complementou a nota dos conselheiros.
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Assim sendo, o bloco de oposição solicitou formalmente ao presidente do Conselho Deliberativo, Alcyr Ramos, uma instauração imediata de sindicância. Em resumo, o objetivo é apurar a conduta da mandatária. Já que o colegiado agendou o julgamento de um conselheiro acusado de ofender a dirigente para o próximo dia 19, os opositores exigem tratamento ético idêntico para as agressões verbais proferidas contra os representantes eleitos do clube.
