Diego Souza afirma ter sido vítima em escândalo de licenças falsas

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Diego Souza teve registro cancelado pela CBF
Foto: Neto Cajaiba/JEC

Diego Souza teve registro cancelado pela CBF

Atualmente treinador do Joinville-SC, o ex-jogador Diego Souza também está envolvido na polêmica da semana: a compra de licenças falsas de técnico por ex-jogadores. Após ter a sua licença cancelada pela CBF nesta quinta (8), o ex-atacante se pronunciou sobre o assunto.

Em entrevista coletiva, Diego Souza afirmou ter sido uma vítima do esquema liderado pelo ex-Flamengo Alejandro Mancuso. Atual treinador do Joinville, o ex-atacante disse estar em busca de regularizar a sua situação e chamou Mancuso de ‘estelionatário’.

“Não era uma coisa que passava na minha cabeça, tanto que eu fiquei três anos em casa, vendo futebol, estudando bastante o que eu gostaria realmente de fazer. Por questões de paixão mesmo, de amor ao que eu gosto de fazer, eu tive a oportunidade de estar aqui no JEC como treinador, graças a um benefício [licença] que eu tinha adquirido há três anos atrás”, iniciou Diego, que completou:

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“É uma situação que eu realmente fui vítima. Você vê quantas pessoas foram vítimas do Mancuso. Na época eu estava me sentindo privilegiado em ter uma licença terminando de jogar futebol. Mancuso é um cara que jogou em seleção argentina e tinha relação com todos, mas acabou fazendo uma ‘fiasqueira’ dessas com tantas pessoas que acreditaram nele. A gente sabe que ele fez de má fé, é um estelionatário”, desabafou.

A compra de licenças falsas feitas pelos ex-jogadores na Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA), liderada por Alejandro Mancuso, era um esquema onde os interessados teriam que fazer um depósito de R$ 100 mil. Sendo assim, receberiam a tal licença e estariam aptos a treinar qualquer clube sem precisar passar pelo curso.

Diego vai à justiça

Após a revelação do esquema, Diego Souza afirmou que ele mesmo enviou um e-mail para a CBF pedindo o cancelamento do seu registro. O ex-atacante teria comprado a licença em 2023, quando ainda estava em atividade pelo Grêmio, e destacou que sua equipe jurídica está cuidando do caso.

“Eu mesmo mandei um email para a CBF dizendo tudo o que aconteceu agora, pedindo para que tirassem a minha licença deste registro, pois poderia ter alguma fraude. Fui o primeiro a comunicar a CBF, tentei fazer tudo o mais claro possível. Não sei o que vai acontecer no futuro. Meus advogados já estão tomando conta disso tudo. Vou processar civilmente, criminalmente e vou sem dúvida nenhuma me defender do que possa vir”, finalizou o treinador do Joinville.

Agora, a CBF encaminhou o caso para a Comissão de Ética e para a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), que vão analisar eventuais responsabilidades. A entidade também iniciou uma verificação de outros treinadores que utilizaram licenças argentinas para obter registros no Brasil.



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