
Ataque com rojões e exibição de arma no CT expõe a escalada da tensão em torno do elenco
O Corinthians encerra mais uma semana diante de uma crise que ultrapassa os limites do campo. A dívida estimada em R$ 2,8 bilhões, a sequência de oito derrotas e a violência registrada no CT Joaquim Grava compõem um cenário delicado. Clarence Seedor, o novo treinador do Timão, iniciou o trabalho nesta semana e tem pouco tempo de preparação da equipe antes do próximo compromisso.
A situação financeira ganhou mais um capítulo com a divulgação de um estudo elaborado por especialistas ligados ao Conselho Deliberativo. O grupo recomendou que a diretoria avalie a recuperação extrajudicial ou judicial, por considerar insuficiente o RCE para enfrentar estruturalmente o endividamento. Por outro lado, a recomendação não significa que o clube já tenha iniciado um processo de recuperação. No entanto, enfatiza a dimensão do problema que a gestão precisa resolver.
Pressão deixou de ser apenas esportiva no Corinthians
Na última quarta-feira (14), dois homens encapuzados lançaram rojões em direção ao portão principal do CT Joaquim Grava e exibiram uma arma de fogo durante o episódio. A ação ocorreu após o início do trabalho de Seedorf e também envolveu ameaças a profissionais de uma equipe de reportagem.
O Corinthians acionou a Polícia Militar, reforçou a segurança e repudiou o ocorrido. Dessa forma, o episódio elevou a preocupação em torno do ambiente de trabalho do elenco e da segurança dos profissionais que acompanham a rotina do clube.

Segue a seca nas quatro linhas
Dentro de campo, o Corinthians ocupa a 16ª posição na tabela, ao somar oito vitórias, oito empates e 14 derrotas, além de carregar uma sequência de oito resultados negativos no Brasileirão, fora a eliminação na Libertadores.
De acordo com a projeção do Departamento de Matemática da UFMG divulgada após a 30ª rodada, o risco de rebaixamento chegou a 41,9%. O time precisa reagir nas oito rodadas restantes para evitar que a crise esportiva termine com a queda para a Série B.
Seedorf, em contrapartida, assume um desafio que exige mais do que mudanças táticas. O treinador precisa recuperar a confiança de um grupo pressionado, organizar a equipe e buscar resultados sem perder de vista o ambiente institucional.
A lesão no menisco lateral do joelho direito de Raniele ainda limita as opções para o meio-campo, mas a comissão técnica terá de encontrar soluções com os jogadores disponíveis. O primeiro teste será contra o Vitória, na segunda-feira, (19) às 20h (de Brasília), na Neo Química Arena.
