
Polícia Federal é responsável pelas investigações de manipulações de resultados
O Brasil oficializa nesta sexta-feira (30) a adesão do país à Convenção de Macolin, o principal tratado internacional voltado ao combate da manipulação de resultados esportivos. O embaixador brasileiro na França, Ricardo Neiva Tavares, assinará o documento na sede do Conselho da Europa, localizada na cidade de Estrasburgo.
Além disso, a iniciativa coloca a nação brasileira ao lado de outros 50 governos signatários do acordo que entrou em vigor em 2019. Com isso, os órgãos judiciais do país terão acesso imediato a redes integradas de monitoramento de apostas suspeitas ao redor do planeta.
O processo de entrada começou no ano passado após ação conjunta de quatro ministérios do governo federal. As pastas do Esporte, da Fazenda, da Justiça e das Relações Exteriores coordenaram os procedimentos diplomáticos necessários para a integração formal do Estado brasileiro ao mecanismo europeu.
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Tratado facilita envio de alertas e repressão a quadrilhas
A Convenção de Macolin estabelece canais diretos para o compartilhamento de provas e relatórios entre entidades esportivas e órgãos de segurança pública. O modelo viabiliza o envio rápido de alertas internacionais para neutralizar a atuação de redes criminosas que aliciam competidores em escala global.
Contudo, o território nacional passou a figurar como um dos principais alvos dos grupos golpistas ao longo dos últimos anos. As investigações policiais no país também revelaram a exportação de operadores financeiros envolvidos em fraudes esportivas para torneios do exterior, como ocorreu no futebol da Finlândia.
Por outro lado, as apurações mais recentes apontam o avanço das quadrilhas para outras disciplinas do desporto de alto rendimento. Os investigadores federais descobriram esquemas de manipulação em partidas das principais divisões do basquete brasileiro com a participação de operadores do leste europeu.
Ação integrada busca blindar reputação do desporto nacional
A entrada formal no tratado fortalece o trabalho da Polícia Federal na identificação de apostas atípicas em campeonatos de diversas modalidades. O mecanismo internacional amplia a proteção às agremiações legítimas que sofrem prejuízos com o aliciamento clandestino de profissionais.
Dessa forma, o governo brasileiro amplia o cerco contra a corrupção esportiva por meio da cooperação multilateral contínua. Assim, o país estabelece diretrizes operacionais mais rigorosas para garantir a lisura e a transparência das competições realizadas no cenário doméstico.
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