Memorial de tragédia do Manchester United é vandalizado e saqueado

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Memorial em homenagem às vítimas de acidente aéreo do Manchester United em Munique
Foto: Reprodução

Memorial em homenagem às vítimas de acidente aéreo do Manchester United em Munique

Um memorial dedicado às vítimas do desastre aéreo de Munique, que marcou tragicamente a história do Manchester United, foi vandalizado e teve objetos históricos roubados na Alemanha. Criminosos quebraram uma vitrine instalada na Manchesterplatz, local onde ocorreu o acidente em 1958, e levaram medalhas e uma escultura de vidro. O episódio aconteceu na segunda-feira (26), mas só foi divulgado pelas autoridades alemãs nesta sexta-feira (30).

Segundo a polícia de Munique, os criminosos usaram uma pedra para quebrar o vidro da estrutura. Entre os objetos que levaram está uma escultura de vidro que o ex-prefeito de Munique, Dieter Reiter, recebeu de presente. Além disso, os ladrões furtaram várias medalhas comemorativas. A polícia ainda não confirmou a quantidade exata de peças desaparecidas.

A Manchester Munich Memorial Foundation (MMMF), responsável pela preservação do espaço, lamentou profundamente o episódio. Em comunicado, o presidente da instituição, Ifty Ahmed, destacou a importância histórica e emocional do memorial para os familiares das vítimas e os torcedores do Manchester United espalhados pelo mundo.

“Os responsáveis podem ter danificado uma vitrine e roubado objetos preciosos, mas não podem roubar nossas lembranças, diminuir nossa amizade ou destruir o legado daqueles que recordamos”, afirmou Ahmed.

Tragédia marcou a história do Manchester United

Em 6 de fevereiro de 1958, o Manchester United sofreu uma das maiores tragédias da história do futebol. A equipe retornava de Belgrado, na antiga Iugoslávia, onde havia empatado em 3 a 3 com o Estrela Vermelha e garantido vaga na semifinal da Copa dos Campeões da Europa.

Durante uma escala para reabastecimento no aeroporto de Munique, na Alemanha, o avião enfrentou dificuldades para decolar. Os pilotos abortaram duas tentativas, mas, na terceira, a aeronave não conseguiu ganhar altitude suficiente por causa das condições da pista, coberta de neve e lama. O avião ultrapassou o fim da pista, atravessou uma cerca e atingiu uma casa.

O acidente matou 23 pessoas, incluindo oito jogadores do United: Geoff Bent, Roger Byrne, Eddie Colman, Mark Jones, David Pegg, Tommy Taylor, Liam Whelan e Duncan Edwards. Este último morreu 15 dias depois, em decorrência dos ferimentos. Também perderam a vida integrantes da comissão técnica, dirigentes, jornalistas e membros da tripulação.

Entre os jogadores que sobreviveram estavam Bill Foulkes, Harry Gregg, Johnny Berry, Jackie Blanchflower, Bobby Charlton, Ken Morgans, Albert Scanlon, Dennis Viollet e Ray Wood. Entretanto, nem todos conseguiram retomar a carreira: Berry e Blanchflower sofreram lesões tão graves que precisaram abandonar o futebol.

O técnico Matt Busby também sobreviveu, apesar dos ferimentos graves. Posteriormente, ele reconstruiu a equipe ao lado do auxiliar Jimmy Murphy, que não havia viajado com o elenco. Dez anos depois, em 1968, Busby conduziu o Manchester United à conquista inédita da Copa dos Campeões, com Bobby Charlton entre os protagonistas.



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