
Botafogo de Tite vem de derrota para o Remo, no Mangueirão
O Botafogo chega à reta final do Campeonato Brasileiro brigando para fugir da Série B. A equipe vem jogando um futebol pífio, talvez o pior da competição neste momento. A contratação de Tite em nada mudou a situação.
O ex-treinador da seleção brasileira assumiu o comando do elenco alvinegro há um mês e meio. Experiente e com um currículo vencedor, ele ainda não encontrou a fórmula para fazer o time render em campo, mesmo tendo as semanas livres para treinar. Em seis jogos, foram quatro derrotas, um empate e só uma vitória, sobre a lanterna Chapecoense.
O que deixa a torcida mais preocupada é que Tite é o quarto técnico do clube nesta temporada. E ninguém deu jeito. O Glorioso foi eliminado cedo no Carioca, caiu na pré-Libertadores, em casa, para o Barcelona de Guayaquil, do Equador. Na Copa do Brasil, saiu para a Chape. Na Sul-Americana, foi humilhado no mata-mata pelo inexpressivo Cienciano, do Peru, ao ser goleado por 6 a 1.
Botafogo: ambiente difícil
É óbvio que o problema não se restringe à capacidade técnica de quem está comandando a equipe. Vai muito além disso. A bagunça nos bastidores, a expulsão pela porta dos fundos de John Textor, as dúvidas sobre o novo investidor e o retorno do social às principais decisões tornam o ambiente bem difícil.
No entanto, os jogadores também precisam dar uma resposta. Não é possível desistir das partidas ao sair atrás do placar e nem aceitar as derrotas com tanto conformismo. Ainda há tempo para reagir. Porém, Tite terá que fazer bem mais nestas últimas rodadas, conseguir sacudir o elenco para que apresente um futebol no mínimo aceitável. O atual não serviria nem para jogar a Segundona.
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