
Ceará vive uma grave crise financeira
Na briga contra o rebaixamento para a terceira divisão na Série B, o Ceará vive uma crise também fora dos gramados. Em um momento financeiro complicado, o Vozão vive dias de sujeira na sua sede, com lixo acumulado por conta de uma dívida com a Ambipar, empresa contratada pelo clube para realizar a coleta de resíduos.
De acordo com o ‘ge’, até o início da noite desta quinta-feira, havia um alto volume de resíduos nas dependências do clube. Segundo o portal, haviam entre os resíduos alguns testes de sangue de atletas, cortes de grama, resto de comida do refeitório dos atletas, papelões e garrafas pet.
A Ambipar, em um comunicado divulgado ao ‘ge’, afirmou que o Ceará tem uma dívida desde 2025. Além disso, a empresa afirmou, inclusive, que apesar da inadimplência, o serviço de coleta está sendo feito e teve uma nova coleta já no início da noite desta quinta.
“Apesar da inadimplência, a companhia manteve os serviços de coleta de resíduos até 1º de outubro de 2026 e realizou uma nova coleta nesta quinta-feira. A empresa ressalta que sua responsabilidade contratual se limita à coleta na Central de Resíduos do clube, não abrangendo os serviços de limpeza interna das instalações”, disse a Ambipar.
Crise financeira
O Ceará não está em dívida apenas com a empresa de coleta de lixo da sua sede. O Vozão também acumula dois meses de atraso no pagamento dos salários dos funcionários e do elenco do futebol feminino. Já no time profissional masculino, o clube está devendo os valores registrados em carteira aos jogadores, além de sete meses de direitos de imagem.
De acordo com o clube, a crise financeira tem como principal motivo o rebaixamento inesperado no Brasileirão de 2025. Na última temporada, o Vozão passou 37 das 38 rodadas fora da zona de rebaixamento. Contudo, acabou caindo para a Série B ao terminar a competição na 17ª colocação, com 43 pontos.
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