
Portimonense disputa atualmente a divisão distrital do futebol português
Um processo disciplinar instaurado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) coloca 26 jogadores que defenderam o Portimonense na temporada 2025/26 no centro de uma investigação sobre apostas esportivas. A FPF abriu o processo após receber uma denúncia, mas ainda não tomou uma decisão definitiva.
Entre os nomes envolvidos está o de Nuno Pereira, ex-meio-campista do clube e atualmente participante da edição portuguesa do reality Big Brother. De acordo com a acusação, o jogador teria realizado 1.536 apostas esportivas, sendo 195 relacionadas a partidas do Campeonato de Portugal, o equivalente à quarta divisão, competição disputada pelo Portimonense na última temporada.
O caso ganha, portanto, maior gravidade porque, segundo a FPF, 22 das apostas de Nuno Pereira envolveram partidas do próprio Portimonense. Em 18 delas, o jogador teria apostado na derrota da própria equipe. O clube acabou rebaixado para os campeonatos distritais ao fim da temporada.
Além disso, outros jogadores aparecem com números expressivos no processo. O goleiro Rodrigo Carvalho, de 22 anos, é acusado de realizar 915 apostas, das quais 211 estariam relacionadas ao Campeonato de Portugal. Segundo a acusação, 32 envolveram partidas do próprio Portimonense, com 20 apostas indicando derrota da equipe.
Daniel Cunha, de apenas 18 anos, também aparece entre os atletas investigados. O jogador teria feito 543 apostas no total, incluindo 41 no Campeonato de Portugal e 15 em jogos do próprio clube.
Processo ainda não terminou
Porém, apesar das acusações, os jogadores ainda não foram considerados culpados. Os atletas receberam a notificação do processo e têm até segunda-feira (7) para apresentar suas defesas. Depois dessa etapa, o Conselho de Disciplina da FPF dará sequência aos procedimentos antes de tomar uma decisão.
O processo tem quase 600 páginas e reúne diferentes situações envolvendo os atletas. Alguns, porém, continuam no Portimonense, enquanto outros mudaram de clube durante a atual janela de transferências. Há ainda jogadores que já haviam deixado a equipe quando realizaram parte das apostas investigadas.
O regulamento disciplinar da FPF prevê, inclusive, punições para atletas que apostem em jogos oficiais. Quando a aposta envolve uma partida ou competição da qual o próprio jogador participa, a punição pode incluir suspensão de seis meses a três anos.
Assim, diante do caso, o Portimonense anunciou a suspensão preventiva dos envolvidos e informou que iniciou procedimentos internos para apurar as responsabilidades. O clube também afirmou estar em contato com as autoridades e que adotará medidas para proteger sua imagem e a integridade esportiva da instituição.
