
Leclerc sofreu punições no GP de Miami
Se existe um roteiro que insiste em se repetir na carreira de Charles Leclerc, Miami foi mais um capítulo. E daqueles difíceis de explicar.
A corrida começou bem. Muito bem. Aproveitando os erros de Verstappen e Antonelli na largada, o piloto da Ferrari assumiu a liderança e parecia pronto para brigar por algo grande.
Mas isso foi só no começo mesmo.
De líder ao caos na última volta
Leclerc logo perdeu posição para Norris e Antonelli e, como se não bastasse, um pit stop confuso da Ferrari, que gerou reclamação no rádio e fez ele cair também atrás de George Russell.
Mesmo assim, ele seguiu na luta e ainda estava em terceiro nas voltas finais. Só que aí veio o golpe definitivo.
Primeiro, perdeu posição para Oscar Piastri. Depois, ao tentar recuperar, rodou sozinho e bateu, danificando o carro.
A partir daí, virou presa fácil: Russell e Verstappen aproveitaram e também ultrapassaram.
Resultado? O que era pódio virou um sexto lugar e ainda piorou no apagar das luzes.
O piloto foi investigado pela FIA por três situações: causar colisão, ganhar vantagem fora da pista e pilotar em condições inseguras. O resultado: mais 20 segundos adicionados no seu tempo final por ter pilotado fora da pista sem motivo aparente. O que realmente aconteceu foi que após a sua batida o carro não conseguia virar direito, obrigando-o a fazer isso.
E o próprio piloto não fugiu da responsabilidade. Disse estar muito decepcionado consigo mesmo e admitiu que o erro na última volta custou caro, não só o pódio, mas também a consistência que se espera de alguém do nível dele.
Sinceramente? Parece que, quando não é a Ferrari, é o próprio Leclerc que complica. E aí fica o questionamento: até onde vai esse ciclo?

