
Árbitro apitará a final entre PSG x Aston Villa
A UEFA anunciou nesta quinta-feira (11) o árbitro que comandará a decisão da Supercopa da UEFA entre Paris Saint-Germain e Aston Villa. Omar Artan, o Somali que foi um dos personagens mais comentados da Copa do Mundo até aqui após ser deportado dos Estados Unidos e impedido de atuar no torneio organizado pela FIFA.
A partida reunirá o campeão da Champions League e o vencedor da Liga Europa em Salzburgo, na Alemanha.
Entenda a polêmica
Omar Artan chegou aos Estados Unidos para trabalhar na Copa do Mundo de 2026, mas acabou sendo deportado, em Miami, pelo governo americano. O árbitro fazia parte do grupo escolhido pela FIFA após ter sido eleito o melhor árbitro do continente africano em 2025.
Ao retornar ao país, Artan foi recebido com festa no aeroporto e homenageado por milhares de pessoas que lotaram um estádio para demonstrar solidariedade ao profissional.

Artan na chegada a Somália
Durante uma coletiva de imprensa realizada às vésperas da abertura da Copa do Mundo, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, foi questionado sobre o caso envolvendo Omar Artan.
Segundo o dirigente, a entidade não possui autoridade para interferir nas decisões dos países-sede em relação às políticas migratórias.Infantino afirmou ainda que a FIFA buscou alternativas para tentar reverter a situação do árbitro somali, mas não teve sucesso.
Canadá peita EUA e convida árbitro deportado
Após ter o visto negado, ser deportado dos Estados Unidos e ficar fora da Copa do Mundo, Omar Artan recebeu um convite para atuar no torneio por parte do Canadá, um dos países-sede da competição ao lado dos americanos e do México.
O convite foi realizado pelo primeiro-ministro da província da Colúmbia Britânica, David Eby. A proposta prevê que o árbitro somali trabalhe em partidas disputadas em Vancouver.
Outros países também relatam dificuldades com os EUA
O episódio envolvendo Omar Artan não é um caso isolado. Diversos países vêm relatando problemas para entrar nos Estados Unidos para a Copa do Mundo.
A delegação do Iraque foi uma das que enfrentaram situações delicadas com o fotógrafo da seleção asiática, Talal Salah, detido por 13 horas ao chegar ao país e, ao fim do processo, teve a entrada negada pelas autoridades americanas.Outro caso envolveu o atacante Aymen Hussein, principal artilheiro e uma das estrelas da seleção iraquiana. Segundo a agência de notícias iraquiana Shafaq News, o jogador foi interrogado durante sete horas ao desembarcar nos Estados Unidos. A publicação afirmou que o atacante teria sido “tratado como terrorista” durante o procedimento.

