Fracasso do vôlei masculino gera críticas e alimenta preconceito

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Brasil acumula uma sequência de vexames nas competições recentes
Reprodução X/@volei

Brasil acumula uma sequência de vexames nas competições recentes

A Seleção Brasileira masculina de vôlei foi eliminada na primeira fase da Liga das Nações e desde então tem recebido duras críticas que esbarram inclusive no preconceito. O time comandado por Bernardinho finalizou sua participação no torneio, na voitória por 3 a 0 sobre a China, no dia 19 de julho, devido a uma combinação de resultados não favoráveis.

A equipe atual parece não ter o mesmo talento e ímpeto das gerações que foram comandadas pelo mesmo técnico em tempos anteriores. Nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, a seleção foi eliminada nas quartas de final pelos Estados Unidos por 3 sets a 1. Foi o pior resultado do Brasil em Olimpíadas desde Sydney-2000, quebrando uma sequência que incluía ouros em 2004 e 2016 e pratas em 2008 e 2012. Pela primeira vez em mais de duas décadas, a equipe ficou fora das semifinais.

O baque seguinte veio no Mundial de 2025, nas Filipinas. O Brasil caiu na fase de grupos com duas vitórias e uma derrota para a Sérvia, encerrando sua participação na 17ª colocação geral. No século XXI, o time nunca havia ficado fora dos quatro primeiros do torneio, período em que conquistou três títulos mundiais, em 2002, 2006 e 2010, além de vice-campeonatos em 2014 e 2018 e um bronze em 2022.

Na Liga das Nações de 2026, o Brasil encerrou a fase classificatória na nona posição, sem conseguir vaga nas quartas de final pela primeira vez desde a criação do torneio em 2018. Levando em conta a antiga Liga Mundial, foi a primeira vez desde 1992 que o time ficou fora da fase decisiva da competição anual da FIVB. O único fôlego recente foi o bronze na VNL de 2025, quando o Brasil superou a Eslovênia por 3 a 1 após perder a semifinal para a Polônia.

Comentários preconceituosos tomam conta das redes sociais
Reprodução/redes sociais

Comentários preconceituosos tomam conta das redes sociais

Críticas exageradas que pisam no preconceito

A eliminação da seleção nas primeiras fases dos últimos torneios abriu espaço para críticas ao desempenho da equipe, mas parte dos comentários que circularam nas redes sociais foi além dos resultados esportivos. Torcedores fizeram referências à orientação sexual de jogadores do elenco como se isso tivesse relação com o que acontece em quadra.

A seleção conta com atletas que fazem parte da comunidade LGBTQIA+ e um dos casos mais conhecidos é o do ponteiro Douglas Souza, que se casou recentemente com um homem e é trasnparente sobre sua orientação sexual há anos. Os comentários preconceituosos que circulam nas redes usam essa informação de forma depreciativa, associando a identidade dos atletas ao desempenho ruim da equipe.

Do ponto de vista esportivo, os resultados falam por si. A eliminação nas quartas em Paris 2024, a 17ª colocação no Mundial de 2025 e a queda inédita na fase classificatória da VNL 2026 são problemas que pedem respostas técnicas, não julgamentos sobre a vida pessoal dos atletas.



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