
Almada no Flamengo: clube reforça “obsessão” por jogadores rivais
Nas vésperas do retorno do futebol brasileiro, o Flamengo segue agressivo no mercado de transferências. Um dos principais alvos do clube é Thiago Almada, meia-atacante argentino de 25 anos que atualmente defende o Atlético de Madrid.
Parte da delegação da Argentina que disputará a final da Copa do Mundo no próximo domingo (19), contra a Espanha, Almada é mais conhecido no Brasil por sua curta, porém impactante, passagem pelo Botafogo.

Thiago Almada é um dos 26 argentinos que buscará o tetracampeonato mundial no domingo (19)
Em apenas seis meses em 2024, o habilidoso jogador chegou do Atlanta United, dos Estados Unidos, se consolidou como titular de Artur Jorge, foi fundamental nas conquistas da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, e deixou o Rio de Janeiro para ir à outra equipe de John Textor: o Lyon.
Almada é apenas um dos ex-rivais que acabaram despertando o interesse do Flamengo nas últimas temporadas. Dois dos principais nomes da fase vencedora do clube, inclusive, são facilmente encaixados nesta estatística: Pedro e Gerson, que surgiram juntos na base do Fluminense, foram à Europa, não obtiveram muito sucesso, e se reencontraram no Rubro-Negro.

Pilares de diversos títulos, Gerson e Pedro foram revelados no Fluminense
Além da dupla, outros jogadores fizeram parte do elenco da equipe recentemente e jogaram anteriormente por rivais, como Ayrton Lucas, lateral-esquerdo com mais de 200 jogos na Gávea que também atuava nas Laranjeiras, e Vitinho, reserva importante em 2019 que já havia brilhado pelo Botafogo.
No entanto, nem sempre o Flamengo consegue ser bem sucedido em sua busca por ex-rivais. No começo deste ano, o time carioca demonstrou interesse na contratação de Jhon Arias, que, na ocasião, defendia o Wolverhampton Wanderers, da Inglaterra. O próprio colombiano recusou a investida, por seu histórico com o Fluminense. Meses depois, deixou o clube britânico para reforçar o Palmeiras.
Perfis diferentes, mesma postura
A postura do Flamengo em busca de ex-jogadores rivais resistiu à uma grande mudança no departamento de futebol da equipe. Em 2019, o responsável pela montagem de elenco que resultou na temporada mágica, com Brasileirão e Libertadores, era Marcos Braz.
Braz sempre teve um perfil indiscreto, comentando publicamente investidas do clube e priorizando por contratações de grande impacto midiático, de estrelas, em sua passagem.
Quem substituiu o dirigente no cargo de diretor de futebol rubro-negro foi José Boto, português que continua na função até hoje.
Os dois principais papéis da carreira de Boto foram dirigindo Benfica e Shakhtar Donetsk, clubes que notoriamente priorizam jogadores jovens, que, além do retorno futebolístico, também podem dar lucro aos cofres.
Mesmo com a mudança na visão de seu homem-forte, o Flamengo não largou a postura antiga de seu departamento de futebol.
