Corinthians sofre 3º transfer ban em dois meses

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Osmar Stabile, presidente do Corinthians
Foto: Marcos Ribolli

Osmar Stabile, presidente do Corinthians

O Corinthians sofreu mais um transfer ban e está novamente impedido de registrar jogadores. A punição foi aplicada por causa do atraso no pagamento de uma parcela do acordo firmado pelo clube na Câmara Nacional de Resolução de Disputas, a CNRD, da CBF.

Segundo o ge, a quinta parcela do acordo venceu na última sexta-feira e tem valor aproximado de R$ 8 milhões. A sanção tem efeito imediato e impede o Corinthians de inscrever novos atletas por seis meses. A diretoria ainda não definiu prazo para quitar a pendência.

Este é o terceiro transfer ban sofrido pelo Corinthians em um intervalo de dois meses. Os dois anteriores haviam sido aplicados pela Fifa, em processos ligados a dívidas internacionais do clube.

Nova punição amplia crise

O novo bloqueio aumenta a pressão sobre a gestão de Osmar Stabile e complica o planejamento do Corinthians na janela de transferências. Enquanto a punição estiver ativa, o clube não pode registrar reforços, mesmo que feche contratações ou empréstimos.

A situação também limita a margem de manobra do departamento de futebol em um momento de reformulação do elenco. O técnico Fernando Diniz tenta ajustar a equipe no Brasileirão, mas passa a conviver com uma restrição importante fora de campo.

Em contato com o ge, o Corinthians afirmou que ainda não havia sido notificado sobre o novo transfer ban. A reportagem informou que teve acesso ao documento que oficializa a sanção.

Terceiro bloqueio em sequência

Antes da punição determinada pela CNRD, o Corinthians já havia recebido dois transfer bans da Fifa. O primeiro foi relacionado à dívida com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela contratação do volante José Martínez, em 2024.

O segundo ocorreu na semana passada, pelo não pagamento de uma multa disciplinar de US$ 225 mil, cerca de R$ 1,151 milhão na cotação atual. A penalidade envolve obrigações financeiras ligadas às negociações de José Martínez, Charles, do Midtjylland, e Talles Magno, do New York City FC.

A sequência expõe o acúmulo de problemas financeiros do Corinthians e reforça a dificuldade do clube em cumprir acordos já formalizados.

Acordo prevê R$ 76 milhões

O plano de pagamento na CNRD foi firmado para organizar cobranças feitas por clubes, jogadores e empresários. O acordo, homologado em abril do ano passado, prevê a quitação de R$ 76 milhões ao longo de seis anos.

As parcelas foram divididas para pagamento trimestral. A cada parcela quitada, 80% do valor é destinado ao credor principal do processo, enquanto os outros 20% são usados para honorários advocatícios.

O Corinthians já havia atrasado parcelas anteriores do acordo. Nas duas primeiras prestações, o clube efetuou o pagamento depois do vencimento, com base na interpretação de que o prazo de cinco dias para comprovar a quitação também permitiria o pagamento dentro desse período.

A CNRD, porém, aplicou transfer ban logo após o atraso. Mesmo depois de o Corinthians comprovar o pagamento no dia seguinte, a Câmara manteve a proibição. Na ocasião, o clube ficou impedido de registrar atletas por cerca de três meses.



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