jogador do Botafogo cobre a boca e é expulso

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Lei Vini Jr.: jogador do Botafogo cobre a boca e é expulso
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Lei Vini Jr.: jogador do Botafogo cobre a boca e é expulso

Pela primeira vez na história do Campeonato Brasileiro, um jogador foi expulso por cobrir a boca em uma discussão. A regra, mais conhecida como Lei Vini Jr., penalizou o atacante Arthur Cabral, após o final da partida entre Botafogo e Vitória, no Barradão, neste domingo (16).

Depois do término do duelo válido pela 23ª rodada do Brasileirão, o centroavante alvinegro estava discutindo com membros da comissão técnica do Leão e ocultou sua boca com a mão em um momento.

Arthur Cabral cobrindo a boca ao discutir com Jair Ventura
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Arthur Cabral cobrindo a boca ao discutir com Jair Ventura

Paulo Cesar Zanovelli, mineiro responsável pelo apito nesta noite em Salvador, percebeu e imediatamente mostrou o cartão vermelho ao artilheiro do time carioca.

Nova regra

A regra que pune o ato de cobrir a boca em uma discussão estreou no futebol no último mês de junho, na Copa do Mundo sediada por Estados Unidos, México e Canadá.

No torneio, dois jogadores foram expulsos na nova regra: Miguel Almirón, meia-atacante paraguaio, contra a Turquia, na fase de grupos, e Piero Hincapié, zagueiro equatoriano, contra o México, na segunda fase.

A Lei Vini Jr. foi uma das 10 novas regras aprovadas na última semana pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), em reunião realizada com dirigentes dos 20 clubes das duas primeiras divisões do Campeonato Brasileiro.

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O conjunto de adaptações ao regulamento do jogo foi proposto pela entidade máxima do futebol para, principalmente, melhorar o tempo e a qualidade das partidas em comparação com as principais ligas do mundo.

Motivação

Em fevereiro deste ano, Benfica e Real Madrid se enfrentavam pela Champions League quando Vinicius Júnior marcou um gol no Estádio da Luz, em Portugal, e comemorou dançando próximo à bandeirinha de escanteio. A celebração revoltou os donos da casa e deu início a uma grande confusão.

Quando a partida parecia caminhar para o reinício, Prestianni se aproximou de Vinicius Júnior, cobriu a boca com a camisa para falar com o brasileiro e, logo em seguida, o atacante informou ao árbitro que havia sido chamado de “macaco”.

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Naquele momento, o árbitro acionou o protocolo antirracismo da UEFA e paralisou a partida para analisar o caso. 

Em campo, Prestianni negou as acusações. Poucos dias depois, o caso foi julgado e o atacante recebeu uma suspensão de seis partidas da UEFA por “conduta discriminatória”.



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