
Santos busca classificação na Sul-Americana
O confronto entre Santos e Macará, pela partida de volta das oitavas de final da Sul-Americana, contará com desafios extracampo para o time brasileiro: os 2.600 metros de altitude do Estádio Bellavista, que fica na cidade de Ambato, no Equador. A equipe da santista tem vantagem no duelo por conta da vitória por 2 a 1 do duelo de ida, na Vila Belmiro. A altitude, porém, se coloca como maior adversário do Peixe, que terá se adaptar ao longo do jogo.
Para piorar, o Peixe tem um desempenho nada bom em jogos na altitude neste século. Em 25 partidas, o time soma cinco vitórias, seis empates e 14 derrotas, com aproveitamento de apenas 28% de aproveitamento.
“A altitude impacta diretamente o desempenho do jogador porque reduz a disponibilidade de oxigênio no organismo. Com isso, o atleta se cansa mais rápido, tem dificuldade em repetir arrancadas e demora mais para se recuperar entre esforços”, pontuou Letícia Villani, especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil).
A delegação santista também só conseguiu viajar na terça-feira (18), dois dias antes do jogo. Com isso, não houve um período de adaptação recomendado pelos especialistas. Embora muitas equipes “subam” o morro no dia da partida para sentir menos os efeitos da altitude. Contudo, a fisioterapeuta faz outra indicação.
“Entre as principais estratégias estão chegar com antecedência ao local da partida, realizar treinos em ambientes que simulam altitude, aumentar a ingestão de líquidos – chegando a 4 ou 5 litros por dia – e manter uma alimentação adequada, com foco em carboidratos e ferro.”, explica a fisioterapeuta.
Recuperação mais lenta
Por fim, a partida na altitude pode atrapalhar o Santos até mesmo no próximo domingo, em partida pelo Brasileirão. Afinal, o tempo de recuperação é mais demorado. Aliás, o time do técnico Cuca encara o Mirassol, que também luta contra o rebaixamento.
“A recuperação após jogos em altitude é mais lenta. O cansaço persiste por mais tempo, o que exige estratégias como massagem terapêutica, controle do estresse oxidativo, hidratação reforçada, alimentação adequada e maior período de descanso. Em alguns casos, o uso de oxigênio pode ser necessário”, finalizou a especialista da Sonafe.
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