
Julio Casares, ex-presidente do São Paulo
A Comissão de Ética do São Paulo recomendou a expulsão de Júlio Casares do quadro associativo do clube. Assim, o Conselho Deliberativo precisa analisar e votar o relatório elaborado pelo órgão. A informação é do portal “ge”.
O documento, assinado pelo relator Luiz Braga, aponta cerca de R$ 7 milhões em saques das contas do Tricolor sem documentação suficiente para comprovar a origem, a finalidade e o destino dos valores.
Dessa forma, o Comissão de Ética também cita despesas feitas com o cartão corporativo do clube. O relatório aponta gastos em estabelecimentos de luxo, restaurantes, charutaria, salões de beleza, despesas médicas, medicamentos pessoais e até petshops.
Os cinco integrantes da comissão (Luiz Braga, Mario Celso Braga, Milton Jose Neves Junior, José Edgard Galvão Machado e Fabio Cesar de Souza Azambuja) votaram de forma unânime pela expulsão.
Sérias denúncias
A recomendação tem como base investigações internas que apontaram possível gestão temerária ou irregular de Casares, que comandou o São Paulo entre 2021 e janeiro de 2026. O dirigente sofreu impeachment e renunciou ao cargo antes da votação final da Assembleia Geral.
A comissão enquadrou o ex-presidente no Artigo 34 do Estatuto Social. Entre as despesas citadas estão 71 pagamentos no Esch Café, estabelecimento especializado em charutos, e 53 pagamentos no Gero, um dos restaurantes mais conhecidos de São Paulo. O relatório também menciona diversas compras em lojas de luxo.
Nesse sentido, Casares devolveu R$ 560.401,74 ao São Paulo em novembro do ano passado. Naquele período, a Polícia Civil já investigava possíveis irregularidades na gestão do ex-presidente.
Além disso, a Comissão de Ética recomendou que Casares indenize o clube. O pedido tem como base o Artigo 11 do Estatuto Social, que prevê indenização ao associado que causar dano ou prejuízo material ao clube.
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