
Corinthians eliminou o Rosario Central das oitavas da Libertadores
A Conmebol aplicou uma multa de US$ 100 mil ao Rosario Central, cerca de R$ 517 mil na cotação atual, por ofensas racistas de torcedores contra o goleiro Hugo Souza. O episódio ocorreu durante o jogo de ida das oitavas de final da Libertadores contra o Corinthians no início de agosto, na Argentina. A informação é do portal “ge”.
Dessa forma, o Comitê Disciplinar da entidade utilizou um artigo do Código Disciplinar. O intuito é punir clubes cujos torcedores ofendam ou atentem contra a dignidade de pessoas ou grupos. As principais ofensas são contra raça, cor da pele, sexo, orientação sexual, etnia, idioma, religião, origem, deficiência, posicionamento político ou condição econômica, entre outros. A entidade prevê multa de US$ 100 mil
Durante o confronto no Gigante de Arroyito, Hugo Souza relatou ofensas racistas vindas das arquibancadas. O árbitro chegou a realizar o gesto previsto no protocolo antirracismo, mas não interrompeu a partida.
Entenda a punição
Além da punição financeira, o Rosario Central terá de adotar medidas educativas em seu próximo jogo como mandante em uma competição da Conmebol. O clube deverá apresentar em campo, antes do início da partida, um cartaz com a frase “Respeito é essencial”. A mesma mensagem precisará aparecer no telão do estádio a partir do segundo tempo.
O clube argentino também terá de promover uma campanha nas redes sociais com a mesma mensagem durante os três dias que antecederem a próxima partida como mandante.
A Conmebol ainda aplicou outras punições ao Rosario e ao técnico Jorge Almirón por diferentes infrações. O treinador recebeu multa de US$ 50 mil, aproximadamente R$ 258 mil, por atraso no protocolo de início do jogo. O clube também terá que pagar US$ 32 mil, cerca de R$ 165 mil, pela mesma infração.
Por fim, a entidade aplicou multas de US$ 8 mil, aproximadamente R$ 41 mil, pelo uso de sinalizadores ou fogos de artifício e de US$ 5 mil, cerca de R$ 25 mil, pelo lançamento de objetos no campo.
