Clube espanhol acusa governo de manipular laudo de estádio

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Rayo Vallecano acusa governo de manipular laudo que fechou estádio
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Rayo Vallecano acusa governo de manipular laudo que fechou estádio

O Rayo Vallecano aumentou o tom do confronto com a Comunidade de Madrid após contestar o relatório utilizado pelas autoridades para justificar o fechamento do Estádio de Vallecas. Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (01), o clube afirma que o documento apresentado como uma auditoria realizada em julho de 2026 teria origem em um arquivo criado meses antes.

Segundo o Rayo, o arquivo original teria sido produzido em 12 de dezembro de 2025 e posteriormente convertido para PDF e assinado em julho deste ano. A partir dessa informação, o clube questiona a validade da cronologia apresentada pela administração regional e acusa a Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte de ter mantido o documento em sigilo durante mais de sete meses.

A Comunidade de Madrid fechou o estádio temporariamente alegando condições precárias
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A Comunidade de Madrid fechou o estádio temporariamente alegando condições precárias

Rayo contesta fechamento do estádio

O conflito entre as partes começou em julho,  quando a Comunidade de Madrid suspendeu cautelarmente a concessão do Estádio de Vallecas alegando problemas relacionados à segurança do recinto. Desde então, o Rayo tenta reverter a decisão e voltar a mandar seus jogos no estádio.

No novo comunicado, o clube não apenas questiona a origem do relatório, mas também rebate os problemas apontados na auditoria. A direção afirma ter apresentado documentos que comprovariam a regularidade de diferentes estruturas do estádio, incluindo instalações elétricas, licenças, sistemas de proteção contra incêndios e medidas de segurança.

Entre os documentos citados pelo Rayo está um certificado de inspeção elétrica emitido por um organismo autorizado, com resultado favorável e validade até 2028. O clube também afirma ter apresentado registros relacionados ao plano de autoproteção e documentos referentes ao controle de água e prevenção contra a legionela.

A Comunidade de Madrid, por outro lado, mantém que o estádio não será reaberto enquanto não houver garantia de que todas as condições de segurança foram cumpridas. Em junho, antes do atual impasse, o governo regional havia anunciado um projeto de reforma integral de Vallecas, com investimento previsto de 60 milhões de euros e ampliação da capacidade para pelo menos 18.500 torcedores.

Estádio de Vallecas
Divulgação/Rayo Vallecano

Estádio de Vallecas

Disputa envolve reforma milionária

O Rayo também relaciona o atual conflito a uma discussão anterior sobre o futuro do estádio. Segundo o clube, a Comunidade de Madrid teria apresentado a possibilidade de uma reforma integral superior a 60 milhões de euros para a continuidade da concessão do estádio, que atualmente está prevista até 2039, com possibilidade de extensão.

De acordo com a versão apresentada pelo Rayo, a falta de acordo sobre o investimento teria sido seguida pela suspensão cautelar da concessão por motivos de segurança. O clube considera que as duas situações estão relacionadas e afirma que a administração regional passou a utilizar o fechamento do estádio como instrumento de pressão.

A versão oficial da Comunidade de Madrid, entretanto, coloca a segurança como motivo central para a medida. O governo regional também já anunciou publicamente o projeto de modernização de Vallecas, que prevê melhorias na infraestrutura, acessibilidade, áreas internas e capacidade do estádio.

Rayo Vallecano
Reprodução/Instagram

Rayo Vallecano

Rayo segue fora de Vallecas

Enquanto a disputa continua, o Rayo vem sendo obrigado a procurar alternativas para seus jogos como mandante. O clube informou oficialmente que teve o pedido de suspensão da medida cautelar negado em agosto e, diante da impossibilidade de utilizar seu estádio, chegou a solicitar à LaLiga o adiamento da partida contra o Alavés.

O clube sustenta que entregou à administração toda a documentação solicitada para demonstrar as condições de segurança do estádio. A direção também afirma que uma inspeção realizada posteriormente não teria resultado em novas exigências de obras específicas.

A situação transformou o Estádio de Vallecas no centro de uma disputa que ultrapassa o futebol. De um lado, o Rayo questiona a documentação utilizada para justificar o fechamento e acusa a Comunidade de Madrid de agir contra seus interesses. Do outro, o governo regional mantém a posição de que a concessão só poderá ser restabelecida quando as condições de segurança estiverem devidamente garantidas.

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