
Sucessor de Zubeldía, Marcão é o responsável por colocar o Fluminense na briga pelo título da Libertadores
No autointitulado país do futebol, o esporte bretão não imita a vida.
No mundo real, desde 2018 a grande mídia tenta emplacar uma terceira via. Faltou, como diria o saudoso Garrincha, combinar com os russos…
O respeitável público, no entanto, jamais foi seduzida pela forçação de barra dos poderosos, que, ao fracassarem, caiam do lado direito do muro: viva a memória!
Em 2018, antes de fugir pateticamente para Paris, Ciro Gomes, que apanhou até na sua cidade, foi a falsa terceira via…
Em 2022, nem Marina, nem Tebet, nem ninguém se colocou entre o vencedor Lula e o derrotado Bolsonaro, o cidadão que negou vacina e mostrou cloroquina pruma ema.
Em 2026, tentaram, de forma artificial e patética, inventar Zema, Caiado, Renan, Cury e ninguém deu nem para o cheiro porque o país continua dividido numa polarização muito clara entre democracia e tentativa de golpe de estado, civilização e barbárie, educação e arma, arte e ignorância, liberdade religiosa e fundamentalismo, direitos humanos e apologia à tortura.
Eis a diferença.
Na vida real, não há terceira via, apesar do excesso constrangedor de torcida, digo, de mídia.
No futebol, é o contrário…. Insistem num discurso que só há duas vias, Palmeiras e Flamengo, mas Botafogo e Fluminense conquistaram recentemente a América…
E o Flu, novamente, é a terceira via colocada. E não tem nenhuma mídia, que dá mais espaço para as patéticas notas oficiais das diretorias de BAP e Leila do que para os gols do Tricolor!
O Fluminense não é favorito contra o Palmeiras, na semifinal da Libertadores, nem será numa eventual final contra o Flamengo, mas tem bola para complicar para os favoritos e no mata-mata, que é o futebol de verdade (não a gincana entediante de regularidade dos pontozzz corridozzz), pode sonhar.
Não sou Fluminense, minha torcida é apenas para o meu time chegar nos malditos 45 pontos, mas não dá para ser antipático ao time do coração de Cartola, Chico Buarque e que teve um uniforme lindo em homenagem à minha Mangueira.
Poderia desejar boa sorte ao Flu, mas, imparcialmente, prefiro desejar boa sorte aos árbitros escalados para os quatro jogos semifinais e para a finalíssima.
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Vitão Raiz
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