
Daniel Alves tem imóvel e carro penhorados por dívida alta
A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de uma fazenda de Daniel Alves, em Juazeiro, na Bahia, para garantir a cobrança de uma dívida de R$ 7,7 milhões. Integralmente do ex-jogador, que também teve outro imóvel na cidade atingido pela decisão da última quarta-feira (21), a propriedade tem 64,4 hectares.
O juiz Miguel Ferrari Junior, da 43ª Vara Cível, determinou a medida em um processo movimento pelo GAD Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios. Além da fazenda, o arresto inclui uma segunda propriedade em Juazeiro, da qual Daniel Alves possui 50%. A cobrança envolve pagamentos que o ex-lateral tinha a receber do São Paulo após deixar o clube, em 2021.
O bloqueio dos imóveis se soma a uma medida anterior da Justiça, que bloqueou uma Porsche 911 Carrera, datado de 2021, também em nome do ex-jogador. O veículo, no entanto, também possui uma restrição judicial relacionada a outro processo, que tramita sob segredo de Justiça.
Como começou a disputa judicial?
A dívida tem origem em uma negociação envolvendo os valores da rescisão contratual de Daniel Alves com o São Paulo, dia 16 de setembro de 2021. À época, o ex-jogador fechou um acordo para receber R$ 22,8 milhões do clube, divididos em 60 parcelas de R$ 380,6 mil.
Um ano depois, em 2 de setembro de 2022, e após oito parcelas quitadas, Daniel Alves decidiu negociar os pagamentos que ainda tinha a receber. Ele, então, assinou acordo com o fundo de cessão de crédito, cedendo todas as outras 52 parcelas restantes do instrumento pactuado com o time tricolor ao GAD por R$ 11,5 milhões.
Pelo contrato firmado com o fundo, o ex-lateral continuaria recebendo os depósitos do São Paulo, mas teria a obrigação de repassar os valores à empresa. A negociação, porém, passou a enfrentar problemas em 2023, quando o ex-jogador foi preso preventivamente na Espanha, enquanto aguardava denúncia e julgamento por estupro.
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O ex-lateral pagou fiança de R$ 5,4 milhões e deixou a prisão perto de Barcelona em 2024. Depois, aguardou em liberdade provisória até ser absolvido pelo Tribunal de Justiça da Catalunha em março de 2025.
À época, sua ex-mulher e procuradora, Dinorah, afirmou desconhecer o acordo com o GAD e se recusou a continuar fazendo os repasses. Diante da situação, o fundo procurou o São Paulo para solicitar que as parcelas fossem depositadas diretamente em sua conta, mas, segundo a argumentação apresentada à Justiça, a demora na regularização dos pagamentos provocou prejuízos.
Débitos e medida de bloqueio
O GAD também relatou o desvio de metade dos valores pagos pelo clube ao processo de pensão alimentícia do filho do ex-jogador. Este, inclusive, passou a integrar a disputa pelos recursos previstos no acordo.
Com os valores ainda pendentes, ainda segundo a ESPN, o fundo passou a cobrar judicialmente R$ 7,7 milhões em outubro de 2025. A decisão publicada na última quarta-feira permite que a cobrança alcance os imóveis do ex-jogador em Juazeiro, além das medidas de bloqueio já determinadas sobre seu patrimônio.
