
Vini Jr. marcou golaço e evitou derrota do Brasil contra Marrocos
Com a decisão da FIFA de ampliar de 32 para 48 o número de seleções na Copa do Mundo, pela primeira vez na história o continente sul-americano contou com seis vagas diretas: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia e Equador se classificaram nas eliminatórias.
Em termos de aproveitamento, o desempenho sul-americano na primeira rodada foi baixo, de apenas 44%, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas. E afinal de contas, das seis seleções, quem brilhou mais? Qual o craque até o momento? Alguém decepcionou?
Messi roubou a cena

Lionel Messi – Argentina x Argélia
Nesta análise, a vitória mais expressiva foi, sem dúvidas, a da Argentina. Não que a Argélia seja um adversário tão perigoso, pois iniciou a competição ocupando o 28 º lugar no ranking da FIFA.
Mas vale lembrar que em 2022, a Arábia Saudita também não era e mesmo assim venceu a Seleção Albiceleste por 2 a 1, com Messi em campo.
Maradona também sofreu com uma seleção africana em estreia de Copa do Mundo. Em 1990, Camarões ganhou por um a zero da atual campeã mundial da época.
Ou seja, em 2026, com três gols, Messi espantou qualquer possibilidade de zebra e, de quebra, mostrou que continua letal, mesmo prestes a completar 39 anos de vida. O canceriano faz aniversário no próximo dia 24 de junho.

Marrocos x Brasil
Brasil teve a parada mais difícil
Quem esperava que o Brasil fosse atropelar na estreia, talvez não saiba que Marrocos tem uma das melhores seleções do planeta na atualidade, figurando no top-10 do ranking da FIFA.
A equipe semifinalista da Copa de 2022 parece que vai fazer bonito também na edição deste ano, pois no primeiro tempo chegou a colocar, na roda, os comandados de Carlo Ancelotti.
Por sua vez, a Seleção Brasileira, que conquistou o empate graças ao talento individual de Vini Jr., mostrou que ainda precisa de um esquema tático mais sólido e de jogadores com mais garra para desempenhar um bom papel no mundial.

Luís Diaz comemora o segundo gol da Colômbia
A garra colombiana
Aliás, garra não faltou à Colômbia no esperado triunfo sobre o Uzbequistão por 3 a 1. Basta ver o que aconteceu no último gol de “Los Cafeteros”. No oitavo minuto de acréscimo do segundo tempo, mesmo com a vitória já garantida, o atacante Cucho Hernández, que saiu do banco de reservas, se engalfinhou com o zagueiro rival, levantou, brigou pela bola e, da direita, cruzou na cabeça do baixinho Jaminton Campaz. Contudo, o brilho da vitória passa também pelo talento de Luis Días, atacante do Bayern de Munique, que marcou um gol e deu uma assistência. Atuação para Asprilla, Rincón e Valderrama aplaudirem de pé.
Uruguai sem Arrascaeta
Sem o camisa 10 do Flamengo em campo, pois Arrascaeta ainda se recupera de uma lesão na panturrilha, o Uruguai decepcionou na estreia ao empatar com a Arábia Saudita.
Assim, “La Celeste”, que conta com outros atletas do futebol brasileiro, como De La Cruz, Varela, Cannobio e Piquerez desperdiçou a chance de iniciar na liderança em um grupo que tem como favorita a Espanha. A atuação foi tão discreta que a imprensa deu mais destaque para a imagem do técnico Marcelo Bielsa cabisbaixo, evitando um olhar direto para os fotógrafos: “Não sou modelo”, disse o grande personagem El Loco.

Gustavo Gomez não impediu a goleada contra os EUA
Equador e Paraguai
Das duas seleções sul-americanas que perderam na estreia, a maior decepção foi o Equador, derrotado pela Costa do Marfim. Afinal, a equipe se classificou em segundo lugar nas eliminatórias e contava com uma grande quantidade de torcedores no estádio.
Por falar em torcida, a do Internacional não deve ter sentido saudade do centroavante Enner Valencia, que desperdiçou uma grande chance de gol, algo comum quando ele atuou pelo clube gaúcho entre 2024 e 2025.
Já o Paraguai foi engolido por um dos anfitriões da Copa, os Estados Unidos. Foi um baile, não em Assunção, como diz a letra da música Galopeira, mas sim em Los Angeles: 4 a 1 no placar.Ou seja, a Albirroja retornou a um mundial, após 16 anos, sendo goleada e o único destaque positivo é que o gol foi marcado por um brasileiro. Maurício, meia-atacante do Palmeiras e ex-camisa 10 da Seleção Brasileira sub-20, naturalizou-se paraguaio graças à ascendência do pai.Mas, pelo desempenho do time na primeira rodada, ele e os outros jogadores vão precisar fazer muito mais para convencer os torcedores.A começar pelo sempre polêmico ex-goleiro Chilavert, que, na sua delicadeza de sempre, cravou o que precisa ser feito para o desempenho melhorar:“Falta alguém dar uns sopapos nos jogadores para acordá-los”.Se a moda pega…

