Ancelotti diz que esperava prorrogação para usar Neymar no jogo

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Neymar voltou a jogar pela Seleção Brasileira contra a Escócia
Divulgação Fifa

Neymar voltou a jogar pela Seleção Brasileira contra a Escócia

Carlo Ancelotti explicou por que Neymar não entrou na vitória do Brasil sobre o Japão, nesta segunda-feira, pelos 16 avos de final da Copa do Mundo. Em entrevista à CazéTV após a partida, o técnico revelou que preparava o camisa 10 para uma eventual prorrogação.

A decisão chamou atenção porque o Brasil viveu um jogo de tensão. A Seleção saiu atrás no placar, empatou com Casemiro no segundo tempo e depois conseguiu a virada com Gabriel Martinelli. Mesmo com a pressão e a expectativa da torcida, Neymar permaneceu no banco.

Rolou papo?

Ancelotti afirmou que chegou a conversar com o atacante e que havia um plano para utilizá-lo caso o jogo se alongasse.

Estava esperando o Neymar na prorrogação. Falei com ele: se nós empatássemos o jogo, ele entraria no minuto 60, minuto 65. Empatamos o jogo, mas eu não queria mudar a estrutura, porque o time tinha controle do jogo

A explicação ajuda a entender o que pensava Ancelotti. O técnico optou por manter a organização da equipe em vez de colocar Neymar apenas pelo peso do nome. Na visão dele, depois do empate brasileiro, o time passou a controlar melhor a partida e não precisava de uma mudança que alterasse a estrutura.

O treinador também valorizou a postura emocional da Seleção, que saiu em desvantagem e precisou reagir em um mata-mata.

A equipe não perdeu a paciência. Acho que o time estava aberto também na primeira parte, o jogo foi bonito. Forçamos um pouco mais, justamente na segunda parte, e no final saiu bem

Ancelotti ainda destacou a força do grupo. Questionado sobre as escolhas que terminaram funcionando, como a manutenção de Casemiro e a entrada de Martinelli, o italiano preferiu valorizar o elenco como um todo.

“Estamos muito, muito felizes. É bom colocar jogadores dentro da competição, é bom que todos trabalhem juntos”, disse.

Casemiro foi um dos personagens da partida. Criticado no lance do gol japonês e já amarelado, o volante foi mantido em campo por Ancelotti e acabou marcando o gol de empate. Martinelli, por sua vez, saiu do banco para fazer o gol da virada brasileira.

O técnico também fez questão de valorizar o Japão, que dificultou muito o jogo brasileiro.

Temos que valorizar também a exigência. O Japão não é uma equipe fácil. Está organizado, muito intenso. Sinto que merecemos ganhar. É muito importante

A entrevista reforçou uma das marcas de Ancelotti no jogo: a tentativa de equilibrar urgência e controle. Ele colocou Endrick no intervalo, após Lucas Paquetá terminar o primeiro tempo mancando, manteve Casemiro mesmo sob contestação e segurou Neymar para uma possível prorrogação.

No fim, as escolhas funcionaram. O Brasil sofreu, virou e avançou. Neymar não entrou, mas, segundo Ancelotti, estava pronto para ser usado caso a classificação precisasse ser decidida em mais 30 minutos.



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