Ancelotti elogia Vini e celebra volta de Neymar no Brasil

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Carlo Ancelotti
Rafael Ribeiro / CBF

Carlo Ancelotti

Carlo Ancelotti deixou o campo satisfeito após a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Escócia, nesta quarta-feira, em Miami. Com o resultado, a Seleção garantiu o primeiro lugar do Grupo C da Copa do Mundo e avançou ao mata-mata em alta.

A noite teve show de Vini Jr, autor de dois gols, volta de Neymar e também minutos para Endrick, dois nomes muito pedidos pela torcida durante a partida.

Na saída de campo, Ancelotti resumiu o sentimento da comissão técnica com o desempenho brasileiro.

Sim, repetimos os dois objetivos, repetimos o jogo contra o Haiti, foi a partida mais completa. Estamos satisfeitos. Agora chega a parte mais bonita. A torcida pediu tanto Neymar quanto Endrick, e os dois puderam jogar um pouquinho Carlo Ancelotti

A fala mostra o tom da noite brasileira: Ancelotti valorizou o controle do jogo, a segurança defensiva e o funcionamento coletivo em uma partida que confirmou o Brasil como líder da chave.

Ancelotti vê Brasil mais completo

A vitória sobre a Escócia teve peso diferente porque veio em um jogo de confirmação. O Brasil já chegava bem encaminhado, mas precisava vencer para assegurar a liderança do Grupo C sem depender de combinações.

Conseguiu sem sustos.

Vini Jr foi o nome do jogo, com dois gols e ainda uma bola na rede anulada no primeiro tempo. Matheus Cunha marcou o terceiro na etapa final e fechou uma atuação dominante da Seleção.

Para Ancelotti, o ponto mais importante foi o equilíbrio.

Sim, acho que a situação de todos, o entendimento como coletivo, isso é uma coisa boa. Não sofrer gols, há muitas coisas positivas, como a entrada do Neymar, que pode nos ajudar Carlo Ancelotti

O trecho ajuda a explicar a visão do treinador. O Brasil não saiu de Miami apenas com gols e classificação. Saiu com mais uma partida sem ser vazado e com a sensação de que o time começa a entender melhor o que o técnico quer para a fase decisiva.

Vini recebe elogio curto e grosso

O nome da noite foi Vini Jr.

Com os dois gols contra a Escócia, o camisa 7 chegou a quatro gols nesta Copa e entrou de vez na briga pela artilharia. O atacante também marcou nos três jogos da fase de grupos, feito que um brasileiro não conseguia desde Ronaldo e Rivaldo em 2002.

Questionado sobre como definir Vini em poucas palavras nesta Copa, Ancelotti foi direto.

“Muito bom”, seguido de um sorriso de satisfação.

O técnico evitou exageros, mas reconheceu o momento do principal jogador brasileiro no torneio até aqui. Vini chega ao mata-mata como o grande nome ofensivo da Seleção, acima até da expectativa criada em torno da volta de Neymar.

Neymar volta e muda o ambiente

A entrada de Neymar foi outro ponto destacado por Ancelotti. O camisa 10 voltou a jogar na Copa em um contexto favorável: Brasil vencendo, torcida empolgada e time no controle.

Neymar voltou a jogar pela Seleção Brasileira
Divulgação Fifa

Neymar voltou a jogar pela Seleção Brasileira

Ainda sem precisar carregar sozinho a Seleção, Neymar entra no mata-mata em uma situação diferente daquela que marcou outras Copas. O protagonismo imediato está com Vini, mas a presença do camisa 10 aumenta as opções de Ancelotti por dentro.

A própria fala do técnico indica isso. Neymar “pode nos ajudar”, disse o treinador, sem colocar sobre ele uma pressão maior do que a necessária neste momento.

Endrick também recebeu minutos, em mais um gesto de Ancelotti para envolver o elenco e responder ao ambiente criado pela torcida. Para o mata-mata, esse tipo de gestão importa. Copa se decide com titulares, mas também com soluções de banco.

Agora começa a parte mais bonita

A frase de Ancelotti sobre a chegada da “parte mais bonita” resume bem o novo momento da Seleção.

Com o primeiro lugar do Grupo C confirmado, o Brasil volta a campo na próxima segunda-feira, dia 29, às 14h, no NRG Stadium, em Houston, pelos 16 avos de final. O adversário será o segundo colocado do Grupo F.

Holanda, Japão e Suécia ainda brigam pelas vagas da chave. A Holanda lidera com quatro pontos, seguida pelo Japão, também com quatro, mas atrás no saldo. A Suécia aparece com três e ainda tem chance de classificação direta.



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