Após provocação de colorados, Gre-Nal termina com confusão, brigas e expulsões

O apito final não encerrou o Gre-Nal 434, vencido pelo Inter por 1 a 0. Após o encerramento da partida, Patrick pegou com torcedores dois caixões com o símbolo do Grêmio e correu para o centro do gramado. A provocação chamou a atenção dos jogadores gremistas, que já estavam na boca do túnel de acesso aos vestiários, e a confusão tomou conta do Beira-Rio.

Atrás de uma das goleiras, Thiago Santos e Cortez partiram para cima do grupo de jogadores do Inter. Kaique Rocha era um dos mais exaltados na confusão, mas nenhuma agressão mais clara foi registradas nas imagens da transmissão. Apenas muitos empurrões e gritaria.

O árbitro Marcelo de Lima Henrique expulsou Patrick e Cortez ainda durante os momentos de maior tensão. Depois de muitos minutos, com novos focos de confusão aparecendo e sendo resolvidos, os jogadores e comissão técnica do Grêmio se dirigiram aos vestiários.

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Único jogador a dar entrevista ao final da partida, Edenilson lamentou as cenas do final do clássico. Mas contestou a reação dos jogadores gremistas, que se notabilizaram por provocações após vitórias nos últimos Gre-Nais.

– Clássico é assim. Nervos à flor da pele. Não é bom para o espetáculo. A gente tenta não fazer. Participei da última briga e pedi desculpas. Quando ele ganharam, teve zoação e aceitamos. Quem ganha tem esse direito. Quando ganha, pode. E quando perde não pode? Falo para as duas equipes. Faz mal para o espetáculo. Perdemos aqui dentro e fomos zoados e não teve isso. Tem que saber ganhar e saber perder – afirmou.

Jogadores, comissão técnica e direção do Inter ficaram no gramado comemorando a vitória com a torcida, que entoava cantos comemorando o possível novo rebaixamento do Grêmio. O sistema de som do estádio embalou a festa, enquanto a torcida cantava “Arerê, o Grêmio vai jogar a Série B”.

Por Redação do ge — Porto Alegre

Matheus