Argentina perdoa Infantino em meio à crise política na FIFA

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Argentina perdoa Infantino em meio à crise política na FIFA
Divulgação / Fifa

Argentina perdoa Infantino em meio à crise política na FIFA

A Argentina saiu em defesa de Gianni Infantino, presidente da FIFA (Federação Internacional de Futebol) que vem sendo criticado pela tentativa de negociar direitos da Copa do Mundo para investidores privados.

Por meio de uma nota oficial, a AFA (Associação do Futebol Argentino) deu créditos ao mandatário por ter desistido da impopular proposta envolvendo o Mundial e reforçou apoio à sua candidatura para a reeleição.

“Devemos reconhecer a decisão (de Infantino) de retirar um projeto que gerou, dentro da família do futebol, muito mais dúvidas do que certezas. (…) Em consequência, no próximo Congresso da FIFA, a organização na qual eu orgulhosamente comando acredita fortemente e reafirma que o melhor caminho é seguir trabalhando sob a sua liderança (de Infantino).”Chiqui Tapia, presidente da AFA

Infantino é presidente da FIFA desde fevereiro de 2016, quando substituiu o camaronês Issa Hayatou, interino que assumiu após a queda do suíço Sepp Blatter. Desde então, o atual homem-forte da entidade foi reeleito em duas oportunidades, 2019 e 2023.

Projeto fracassado

Surgiu, na última semana, a ideia da FIFA em vender parte da Copa do Mundo a investidores privados. Gianni Infantino, que é presidente da entidade máxima até o ano que vem e busca um novo mandato até 2031, seria um novo comissário dos investidores com o novo cenário.

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Algumas empresas foram procuradas, e houve conversas avançadas com investidores ligados a Donald Trump para assumir parte do comando das competições da FIFA. A ideia, a princípio, é gerar ainda mais lucro à competição, com o apoio de novas publicidades, e também aos cartolas que comandam os torneios. Na Copa do Mundo de 2026, a FIFA lucrou cerca de R$ 81 bilhões.

Em reação à ideia, a UEFA realizou uma reunião de emergência e sinalizou que as seleções da Europa não iriam disputar o próximo Mundial. O boicote foi um recado para a FIFA mudar de opinião, o que acabou acontecendo.

Beneficiada na Copa?

O polêmico cartão vermelho dado a Breel Embolo, da Suíça, na partida contra a Argentina, disputada no início do mês e válida pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, foi revisitado pela IFAB (Conselho de Arbitragem do Futebol), órgão que define as regras do esporte bretão, nesta terça-feira (28).

Em pronunciamento, o órgão afirmou que a cláusula que permite revisões do VAR nos casos de erros de identidade não engloba a correção de faltas.

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Horas depois do posicionamento da IFAB, a FIFA entrou na jogada. A entidade máxima do futebol afirmou que o critério foi aplicado durante toda a Copa do Mundo e revelou conversas com o órgão que cuida das regras do jogo.



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